Um homem processou os influenciadores Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia, alegando ter perdido mais de R$ 100 mil
Foto: Magnific
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Duas decisões judiciais divulgadas nesta semana podem fortalecer uma nova linha de entendimento sobre a responsabilização de plataformas de apostas e influenciadores digitais pelos prejuízos causados a apostadores.
Em Rondônia, o judiciário já recebeu demandamos contra plataformas de apostas gerando ações por propagandas abusivas.
Em um dos casos, a Justiça do Rio Grande do Sul condenou a empresa responsável por uma grande plataforma a devolver R$ 160,2 mil a um apostador diagnosticado com ludopatia.
A sentença reconheceu que a empresa falhou ao não adotar mecanismos para impedir o comportamento compulsivo do usuário, mesmo tendo acesso ao histórico de apostas e perdas financeiras.
Na segunda ação, um homem processou os influenciadores Virginia Fonseca, Deolane Bezerra e Carlinhos Maia, alegando ter perdido mais de R$ 100 mil após ser incentivado por campanhas publicitárias de casas de apostas.
Ele pede a restituição dos valores, indenização por danos morais e a retirada das publicações que promovem as bets.
Rondônia já possui ações contra bets
Em Rondônia, o tema também já chegou ao Judiciário.
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) ajuizou ações civis públicas contra empresas de apostas, alegando publicidade abusiva, falta de informações claras sobre os riscos do jogo e violação dos direitos do consumidor.
As ações buscam restringir campanhas publicitárias consideradas irregulares, especialmente aquelas direcionadas a públicos vulneráveis.
Além disso, decisões judiciais no estado já determinaram a suspensão de campanhas de apostas e a adoção de medidas para proteger consumidores, demonstrando que o debate jurídico sobre a responsabilidade das bets também está em curso em Rondônia.
Com os novos precedentes do Rio Grande do Sul e a ação contra influenciadores, especialistas avaliam que o Judiciário tende a ampliar a discussão sobre o dever de cuidado das plataformas e a responsabilidade de quem promove apostas, abrindo espaço para um aumento no número de processos em todo o país, inclusive em Rondônia.
Doença mental preocupante
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença que altera o sistema de recompensa cerebral, a ludopatia — compulsão incontrolável por apostas — conta com suporte gratuito em Porto Velho.
Cidadãos que sofrem com o transtorno podem buscar tratamento pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou, como medida de proteção, solicitar a autoexclusão de plataformas de jogos de azar diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital.
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