CORTE NO SALÁRIO: Servidores federais protestam contra retirada de gratificações em Rondônia

Aproximadamente 1.800 servidores foram afetados pela medida com a perda mensal chega a R$ 1.277 por servidor

CORTE NO SALÁRIO: Servidores federais protestam contra retirada de gratificações em Rondônia

Foto: Miro Costa, e Chapinha Paes e Willian Lobato

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Servidores públicos federais vinculados ao antigo Território Federal de Rondônia realizaram uma manifestação nesta segunda-feira em frente à Unidade e Superintendência Regional de Administração do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em Rondônia, onde também funciona a Coordenação de Gestão de Pessoal do Ex-Território de Rondônia (COGEP/RO).
 
 
Durante o ato, o jornalista Miro Costa entrevistou servidores afetados pela retirada de gratificações dos contracheques, medida que, segundo os manifestantes, ocorreu sem comunicação prévia.
 
 
O servidor federal transposto NA/NI Benedito Prestes da Chaga relatou que percebeu a retirada dos valores quando consultou a prévia do contracheque em um domingo pela manhã.
 
 
“Foi uma surpresa para todos. Não houve qualquer comunicação prévia aos servidores”, afirmou.
 
 
 
Segundo Benedito, duas gratificações foram retiradas. A primeira, no valor de R$ 245, teve posteriormente uma justificativa formal relacionada à falta de regulamentação. Já a segunda, no valor de R$ 1.032, continua sem explicação oficial.
 
 
De acordo com ele, aproximadamente 1.800 servidores foram afetados pela medida. A perda mensal chega a R$ 1.277 por servidor, impactando diretamente o orçamento de diversas famílias.
 
 
“Muitos colegas dependem desse valor para despesas essenciais, como medicamentos, financiamentos, aluguel, contas básicas e alimentação”, destacou.
 
 
O servidor também afirmou que não houve oportunidade para apresentação de defesa antes da retirada das gratificações. Após o problema ser identificado, representantes sindicais e a assessoria jurídica buscaram esclarecimentos junto à COGEP.
 
 

Aposentada relata dificuldades

 
 
Durante a manifestação, a aposentada Terezinha Cunha, de 74 anos, afirmou que a retirada da gratificação comprometeu despesas relacionadas à sua saúde.
 
 
“Eu sou cardiopata, diabética, tenho pressão alta e baixa visão. Uso medicamentos e colírios que não são baratos. Esse valor fazia parte do meu orçamento para cuidar da minha saúde”, relatou.
 
 
Segundo ela, a medida atingiu não apenas aposentados, mas diversos servidores que dependiam da complementação salarial.
 

Sindicato cobra solução definitiva

 
 
O secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Rondônia (Sindsef), Mario Jorge de Oliveira, classificou a situação como resultado da falta de sensibilidade e agilidade dos órgãos responsáveis.
 
 
Segundo ele, a revolta dos servidores aumentou após uma nota do MGI informar que a situação seria regularizada apenas nos próximos meses, sem definir uma data exata.
 
 
Mario Jorge informou que manteve contato com a direção local da COGEP, que, por sua vez, buscou esclarecimentos junto ao Departamento Central de Gestão de Pessoas do Ministério da Gestão e da Inovação.
 
 
De acordo com o dirigente sindical, a informação recebida é de que os 80% da gratificação deverão ser restabelecidos já na folha de pagamento de junho, com pagamento retroativo referente ao mês de maio.
 
 
“O sindicato está cobrando uma manifestação oficial para dar segurança aos servidores. Estamos falando do salário de trabalhadores que dependem desses recursos para sustentar suas famílias”, afirmou.
 
 
O sindicalista também criticou a demora na solução de outras demandas envolvendo servidores dos ex-territórios, alegando que Rondônia tem enfrentado dificuldades em questões administrativas que ainda aguardam definição por parte do governo federal.
 
 
Enquanto aguardam uma posição oficial, os servidores seguem mobilizados e cobram transparência, segurança jurídica e a imediata regularização dos pagamentos.
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