A Amazônia Legal abrange hoje 2.773 startups, conforme aponta o relatório do Sebrae Startups 2025. A maior parte delas encontra-se em estágio inicial (ideação ou validação), sendo que 66% ainda não faturam e 78,6% atuam como microempresas.
Os segmentos mais representativos são Alimentos e Bebidas (12,7%), Agronegócio (11,8%) e Impacto Socioambiental (10,8%), o que reflete a vocação econômica e natural da região. O modelo de negócio B2B é o mais comum, seguido por B2C e B2B2C, com predominância de receita proveniente de vendas diretas.
Mato Grosso lidera o ranking entre os estados, com 593 startups, seguido por Amazonas, Pará e Maranhão. Apesar da baixa maturidade, o ecossistema demonstra forte potencial de crescimento e inovação, aproveitando a biodiversidade local.
O Sebrae ressalta a relevância do mapeamento para orientar políticas públicas, fortalecer a bioeconomia e reduzir desigualdades na região.
Segmentos de atuação
O estudo evidencia que os setores com maior concentração de startups estão diretamente ligados à vocação natural e econômica da Amazônia Legal.
• Alimentos e Bebidas (12,7%): startups dedicadas ao processamento, distribuição e comercialização de produtos regionais, com foco em sustentabilidade e inovação;
• Agronegócio (11,8%): soluções para produtividade agrícola, manejo de culturas e tecnologias aplicadas à cadeia de suprimentos;
• Impacto Socioambiental (10,8%): iniciativas voltadas à conservação ambiental, uso sustentável de recursos naturais e inclusão social;
• Outros segmentos relevantes incluem Saúde e Bem-Estar (9,8%), Tecnologia da Informação (8%), Educação (5,6%), Indústria e Transformação (3,6%) e Turismo (3,1%).
Comparativo 2024 x 2025: mais startups, menos maturidade
A comparação com o relatório de 2024 revela um crescimento expressivo no número de startups mapeadas e uma redução na maturidade média do ecossistema:
• Número de startups mapeadas: saltou de 646 (2024) para 2.773 (2025);
• Estágio inicial (ideação + validação): passou de 49% para 62,9%;
• Startups sem faturamento: aumentou de 53,4% para 66,3%;
• Proporção de microempresas: subiu de 68,3% para 78,6%;
• O modelo B2C cresceu (18,6% → 26,9%), enquanto o B2B recuou (39,6% → 36,9%);
• Modelo de assinatura (SaaS): ampliou sua participação de 15,5% para 21,1%;
• A participação feminina chegou a 35,1% em 2025, ante 33,4% em 2024;
• Impacto Socioambiental entrou no Top 3 em 2025, superando Saúde e Bem-Estar;
• Além disso, houve mudança na liderança estadual: o Amazonas, que liderava em 2024 com 118 startups, foi ultrapassado em 2025 por Mato Grosso, com 593 startups.
O relatório conclui que, embora ainda jovem, o ecossistema de startups da Amazônia Legal apresenta alto potencial de crescimento. 'Os pequenos negócios estão presentes na Amazônia e em todos os outros biomas brasileiros, com condições de impulsionar a bioeconomia nessas regiões e ajudar a reduzir as desigualdades econômicas', destaca Décio Lima, Presidente do Sebrae. 'Acreditamos que apoiar as startups brasileiras é o caminho para acelerar as soluções de problemas estruturais do país por meio do desenvolvimento em áreas como inteligência artificial, biotecnologia, energias renováveis, entre outras. Essas inovações aumentam a competitividade no cenário global e geram mais empregos.'
Para o Sebrae Startups, o mapeamento é uma ferramenta essencial para orientar programas de apoio, distribuir recursos com mais eficácia e construir um ecossistema mais equilibrado, inovador e sustentável na região. 'O mapeamento serve como bússola para direcionar os esforços do Sebrae, maximizando seu impacto no desenvolvimento empreendedor da Amazônia Legal', conclui Bruno Quick, Diretor Técnico do Sebrae Nacional.