Prefeitura apoia realização da Festa de Nossa Senhora Aparecida em São Carlos

Prefeitura apoia realização da Festa de Nossa Senhora Aparecida, em São Carlos

Prefeitura apoia realização da Festa de Nossa Senhora Aparecida em São Carlos

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
0 pessoas reagiram a isso.

Encerra no domingo, 12, o Festejo de Nossa Senhora Aparecida realizado pela comunidade do distrito de São Carlos, com o apoio da Prefeitura de Porto Velho. Aberto na última sexta-feira, 04, a manifestação popular que completa 92 anos, em 2013, é uma das mais tradicionais da região do Baixo-Madeira e consegue atrair várias pessoas das localidades vizinhas. Serão nove dias de festas até o domingo, quando a programação será fechada com a realização de um torneio de futebol nas modalidades masculino e feminino.

    O diretor do Departamento de Assuntos do Interior, Francisco Alves Araújo, o “Tyer”, afirmou que a intenção ao colocar a prefeitura somando com a comunidade, é a de fortalecer as manifestações populares, apoiando as iniciativas nascidas nas próprias comunidades para que a população participe ativamente desses festejos. “Essa é uma festa tradicional do Baixo-Madeira que já faz parte da programação cultural de Porto Velho, e compreende a importância das festas populares para a conservação e valorização da cultura e costumes de um povo é importante para a manutenção da identidade dessa comunidade. As festas populares apresentam à história, a cultura, as tradições de um povo. Então esse apoio institucional não tem aquele sentido de apoiar só por apoiar, pois existe todo um planejamento por traz que visa o desenvolvimento econômico da região”, afirmou o diretor do DAI, Francisco Alves Araújo, o “Tyer”.

    Para o administrador do distrito, Ednardo Medeiros, essa valorização institucional é importante porque mostra à comunidade, que ela não está sozinha na luta para manter uma manifestação religiosa e cultural quase centenária. “São mais de noventa anos de tradição e de muita história. Por isso o festejo alusivo à Mãe Aparecida para a comunidade do distrito e a ajuda da prefeitura é importante para mantermos essa tradição”, adiantou.

Origem

    De acordo com o professor e historiador  Abnael Machado de Lima, a Vila de São Carlos do Rio Madeira é a localidade mais antiga a ser instalada na área territorial onde está situado o Estado de Rondônia. A comunidade nasceu com a denominação de Missão de Santo Antônio do Alto Madeira, ao ser fundada pelo padre João Sam Payo, em 1723. Em 1727, o povoado da margem do rio para o interior da floresta, na região do Lago Cuniã. Ainda segundo o historiador, essa medida foi tomada para que a missão ficasse menos vulnerável aos ataques de índios (mura, muduruku, parintintin) e também de quem entrava na floresta para capturá-los.

    Em 1797 o governo português no local da missão transferida, instalou o povoado de São João do Crato, constituído de degredados e mulheres de vida errada, portugueses, ciganos e famílias indígenas trazidas do rio Negro. O administrador do povoado era o Ouvidor Luiz Pinto de Cerqueira, substituído em 1801, pelo capitão Marcelino José Cordeiro, o qual devido às condições endêmicas do local e a permanente ameaça de ataque dos indígenas, o abandonou em 1802, localizando a sede do povoado uma região um pouco abaixo deste, aonde já havia alguns moradores.

    O historiador Abnael Machado de Lima, por meio de suas pesquisas afirma ainda que no local foi instalado um posto fiscal para o registro de ouro das embarcações que desciam de Mato Grosso. Também foi construído um abrigo para o destacamento militar, barracas para os colonos e a capela dedicada a São João Batista. O governador do Grão-Pará, por decreto, deu a essa nova fundação o nome de Colônia Nova, porém, perante a comunidade foi mantido o antigo nomes de São João do Crato. Em 1828, o povoado foi destruído por um incêndio, supostamente provocado pelo sargento Manoel Batista de Carvalho, administrador do povoado e comandante do destacamento, o que provocou a dispersão dos habitantes e a retirada dos soldados.

Decadência

    Ainda no século 19, em 1858, ao viajar pela região, frei Joaquim do Espírito Santo Dias e Silva, encontrou no lugarejo uma população de 125 índios. Dois anos mais tarde, seria instalado um posto militar no povoado que passou a se denominar São Carlos. Nessa época, havia uma grande movimentação de pessoas pela região por causa da extração do látex de seringueira e pela tripulação dos vapores que descarregavam mercadorias eram abastecidos com borracha e castanha do Pará. Com o objetivo de utilizar o povoado como ponto de apoio à catequização e instalação de missões no rio Jamari e seus afluentes e no alto rio Madeira, os frades franciscanos Jesualdo Mechetti, Samuel Mancini e Teodoro Portarraro de Massafra, chegam a São Carlos em 8 de janeiro de 1871, onde construíram uma capela provisória e uma casa, dedicando-se à assistência espiritual aos seus habitantes. Também foram construídos vários barracões pelos seringalistas para depósito de mercadorias importadas e estocagem de borracha para exportação. Ao redor desses barracos o núcleo populacional expandiu-se, com a chegada de mais pessoas para a região.

    No entanto, a crise econômica mundial que jogou para baixo a cotação do preço da borracha no mercado internacional, que provocou a falência em muitos seringais da Amazônia afetou São Carlos, que estava em franco desenvolvimento, provocando estagnação econômica e o êxodo dos habitantes. O historiador Abnael Machado afirma que a situação no povoado só não foi mais drástica por causa da visão empreendedora do seringalista Rodolfo Guimarães, maior proprietário da localidade, que passou a investir na produção agrícola e na agroindústria instalando a usina de São Carlos, que produzia mel, rapadura, cachaça e açúcar mascavo. A mudança de atividade econômica possibilitou a contratação da mão de obra dos seus ex-seringueiros, que ficaram sem emprego.

Distrito

    Já no início do século XX, no final da década de 1930, os padres salesianos Ângelo Cerri e Francisco Pucci projetaram a construção de uma Igreja em São Carlos, empreendimento apoiado pelos seringalistas Rodolfo Guimarães que doou à prelazia um terreno de 100 x 100 e, Joaquim Gaspar de Carvalho, Alfredo Barbosa, José Baraúna e Albino Henrique, que cederam suas embarcações para o transporte de pedra e areia tiradas da cachoeira do Samuel, no rio Jamari. Os barcos serviram também para o transporte de tijolo, cimento e outros materiais vindos de Manaus e Porto Velho.

    A primeira missa foi rezada pelo padre Adriano Tourinho, de Porto Velho, quando a igreja ainda estava em construção. Ela só viria a ser inaugurada em 7 de setembro de 1942, com a bênção e a entronização das imagens da padroeira da comunidade, Nossa Senhora Aparecida, doada pelo senhor Rodolfo Guimarães e de São Carlos, doada por Dom Pedro Massa, bispo da Prelazia do Amazonas.

    Na década de 1940, no decorrer da segunda guerra mundial, o Brasil e os Estados Unidos assinaram o “Acordo de Washington”, documento pelo qual a Amazônia passou a ser considerada zona de guerra, desenvolvendo-se a "batalha da borracha", visando a produção da borracha em larga escala. Os seringais foram revitalizados e São Carlos passa por um surto de desenvolvimento econômico, como ponto de concentração dos seringueiros recrutados (soldados da borracha) com destino aos seringais do rio Jamari e de seus afluentes, a instalação de barracões pelos seringalistas, armazéns, casas comerciais e residenciais.

    Atualmente no espaço limitado pelo distrito de São Carlos encontram-se duas Estações Ecológicas a 1 e 2 e uma Reserva Extrativista a do lago Cuniã. Mas o distrito de São Carlos do Jamari só seria criado pela Resolução nº 122, de 21 de novembro de 1985, com amparo na Lei Complementar nº 39, de 10 de dezembro de 1980.

Direito ao esquecimento
Você acredita que as igrejas devem pagar imposto?
O que você acha das obras e da largura da pista na Estrada dos Periquitos?

* O resultado da enquete não tem caráter científico, é apenas uma pesquisa de opinião pública!

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site