Durante a gestão do Coronel Vital à frente da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Rondônia viveu um período marcado por planejamento, presença operacional e resultados que projetaram o estado entre os destaques nacionais na redução da criminalidade. A segurança pública deixou de ser apenas um discurso e passou a ser percebida como uma política de Estado, sustentada por investimentos, inteligência policial e integração entre as forças de segurança.
Hoje, o cenário é outro.
Desde a mudança no comando da pasta, cresce a percepção de que a segurança pública perdeu ritmo. Casos de violência têm ganhado maior repercussão, a população demonstra preocupação com a sensação de insegurança e aumentam as cobranças por respostas mais firmes do atual comando da secretaria.
A comparação entre as duas gestões é inevitável.
Enquanto Coronel Vital era reconhecido por uma atuação técnica, estratégica e presente, conduzindo grandes operações, fortalecendo o combate ao crime organizado e valorizando as forças policiais, a atual gestão enfrenta críticas por ainda não conseguir transmitir à sociedade o mesmo sentimento de controle e eficiência.
Segurança pública exige liderança, decisões rápidas e capacidade de antecipar o avanço da criminalidade. Quando esses elementos deixam de ser percebidos pela população, instala-se um ambiente de insegurança que compromete a confiança nas instituições.
É importante destacar que o enfrentamento à violência não depende apenas do secretário, mas a liderança da pasta é determinante para coordenar as ações, integrar as forças de segurança e estabelecer prioridades. É justamente nesse ponto que surgem as principais cobranças dirigidas à atual gestão.
O legado deixado por Coronel Vital elevou o padrão de exigência da sociedade rondoniense. Os resultados alcançados durante sua gestão criaram uma expectativa de continuidade, e qualquer sinal de perda de eficiência passa a ser rapidamente percebido pela população.
Mais do que discursos, a sociedade espera resultados concretos. A segurança pública é uma das áreas mais sensíveis da administração pública e exige gestão firme, planejamento permanente e presença efetiva do Estado. Quando a população começa a questionar se o poder público ainda mantém o controle da situação, o alerta já está aceso.