‘DISFUNÇÃO COGNITIVA’: Confúcio Moura classifica bolsonarismo como seita e prega pacificação do país

Em entrevista ao Conexão Rondoniaovivo, senador rejeita extremismo político e comparou o movimento liderado pelo ex-presidente a um fanatismo idólatra

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O senador e pré-candidato à reeleição, Confúcio Moura (MDB), não poupou palavras para expressar sua rejeição ao extremismo político que tomou conta do país nos últimos anos. Durante entrevista no Conexão Rondoniaovivo desta segunda-feira (13), conduzida pelos jornalistas Paulo Andreoli e Ivan Frazão. O parlamentar classificou o bolsonarismo como uma "anomalia" e uma "disfunção cognitiva", defendendo que o Brasil precisa superar rapidamente essa fase para alcançar a pacificação.
 
O debate sobre o tema começou quando o senador foi questionado se seria um político "de esquerda". Confúcio rechaçou os rótulos simplistas e definiu sua posição política como a de um social-democrata, afirmando buscar inspiração em ex-presidentes que pautaram seus governos pelo diálogo.
 
"Eu me identifico muito com Juscelino [Kubitschek], admiro muito. Eu me identifico muito com o Fernando Henrique Cardoso, eu me identifico muito com Michel Temer. São pessoas razoáveis para conversar. Eles não caminham pro lado do extremismo, dessa enfermidade de ter ódio, dessa teoria da conspiração", declarou o senador.
 
 
Loucura coletiva e idolatria
 
A crítica subiu de tom quando o jornalista Paulo Andreoli opinou que o bolsonarismo não se enquadraria no espectro tradicional de esquerda, centro ou direita, sendo, na verdade, uma "loucura coletiva". Moura concordou integralmente com a leitura e buscou na psicologia a explicação para o comportamento dos apoiadores mais radicais do ex-presidente.
 
O senador comparou o bolsonarismo a um fenômeno de seita estudado na década de 1950, nos Estados Unidos, pelo psicólogo Leon Festinger. Segundo Confúcio, o estudo analisou um grupo fanático que acreditava no fim do mundo e que cultuava um ídolo central, remarcando constantemente as datas do apocalipse quando as profecias falhavam.
 
"Eles têm a figura idólatra, um ente, uma personagem. Nesse caso aqui no Brasil você sabe quem é. Então isso é uma anomalia, isso é uma disfunção cognitiva, como os psicólogos e neurologistas chamam", disparou o senador.
 
Ao encerrar o assunto, Confúcio Moura alertou que o fanatismo político desvia o foco dos problemas reais da população e fez um apelo pela normalidade institucional. 
 
"Esse é o problema que existe hoje no Brasil, tem que deixar acabar isso logo. Nós temos que evoluir para uma pacificação e trabalhar em cima das necessidades do Brasil", concluiu.
Direito ao esquecimento
Elizeu Sampaio - 21/07/2026 08:55
Como sempre com pensamentos no mundo da lua. A única coisa que este indivíduo fez por Rondônia foi mandar embora 2000 pais de famílias por briga política, largar as escolas à própria sorte sem vigilância, pagar emissoras de rádio, televisão e internet ( hoje paga um em especial que apqrece aqui constantemente), com dinheiro público, ameaçar comissionados se suas famílias não votassem nele, proteger o então diretor geral do DER dos desvios se milhões da então obra do espaço alternativo e etc!
Carlos Alberto - 20/07/2026 15:19
2 mandatos de governador, médico, botou a boca no trombone sobre o JP II e fez o quê?
José Alves - 20/07/2026 14:32
Vírgula caro senador, já votei no Lula, m arrependi votei no Bolsonaro, mas não vou votar no filho, e nem acredito que será eleito, não tenho como sair d pais então simbora rumo a Venezuela
Selmir Welke - 20/07/2026 10:26
Muito pacificador. kkkkk Nunca confie em quem tem conversa mole, fala macio.
Edson Silva - 20/07/2026 09:37
E muito fácil falar isso depois de ter assolado o país em corrupção

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