Em meio ao debate sobre o custo da logística em Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid
decidiu tocar em um ponto sensível para produtores, caminhoneiros, empresários e famílias
rondonienses: o estado não pode continuar dependendo de uma única rodovia para entrar,
sair, produzir, comprar e vender.
Em vídeo, Bruno foi direto ao afirmar que “quem controla essa estrada, controla o preço de
tudo”
. A fala resume uma preocupação antiga em Rondônia. A BR-364 concentra o principal
fluxo de mercadorias, combustíveis, alimentos, insumos agrícolas e produção rural até Porto
Velho e aos portos do rio Madeira.
A proposta defendida por Bruno é abrir uma alternativa real: uma rodovia estadual
pavimentada, segura e sem pedágio, ligando o Cone Sul à Zona da Mata e criando um novo
caminho até a capital.
A chamada Rodovia do Boi, também conhecida como RO-370, já é vista como um corredor
estratégico para a produção agropecuária. O eixo liga áreas produtivas do Cone Sul a
municípios da Zona da Mata, podendo reduzir distância, desafogar a BR-364 e levar
desenvolvimento para cidades que hoje ainda dependem de estradas precárias para
crescer.
Para Bruno, a nova estrada não representa apenas asfalto. Representa emprego, menor
custo de transporte, valorização da produção rural e mais competitividade para Rondônia.
O impacto pode ser sentido em cadeia. Com uma rota alternativa, caminhões teriam mais
opção para escoar grãos, carne, leite e outros produtos. Municípios ao longo do trajeto
poderiam atrair postos de serviço, oficinas, restaurantes, silos de armazenamento,
pequenas indústrias e novos negócios ligados ao transporte e ao agronegócio.
Na prática, uma estrada sem pedágio entre o Cone Sul, a Zona da Mata e Porto Velho
poderia transformar regiões hoje vistas apenas como passagem em novos polos de
desenvolvimento.
Ao defender a obra, Bruno tenta colocar o debate em outro patamar. A discussão deixa de
ser apenas sobre o valor do pedágio e passa a ser sobre o futuro econômico de Rondônia.
O estado cresceu, produz mais, exporta mais e precisa de uma infraestrutura à altura da
sua força produtiva. Mas nenhuma economia consegue avançar por muito tempo refém de
uma única estrada.