PRECIPITAÇÃO: Rio Madeira volta a baixar e registra queda de 1,53 metro em Porto Velho

Chuvas acima da média na bacia tem ajudado a manter o Rio Madeira dentro da média pra o período

PRECIPITAÇÃO: Rio Madeira volta a baixar e registra queda de 1,53 metro em Porto Velho

Foto: Divulgação

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O nível do rio Madeira voltou a apresentar redução significativa após a recuperação observada na semana anterior. É o que mostra o 27º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado na terça-feira (7) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
 
De acordo com o levantamento, a bacia do Madeira retomou o comportamento de vazante. Em Humaitá (AM), o rio acumulou queda de 1,32 metro nos últimos sete dias. Já em Porto Velho (RO), a redução foi ainda maior, chegando a 1,53 metro, com o nível atingindo 7,46 metros.
 
Segundo o SGB, a nova descida confirma o retorno da tendência de recessão dos níveis do rio, embora a situação permaneça dentro da faixa considerada normal para esta época do ano.
 
O boletim destaca que os dados são utilizados por órgãos de Defesa Civil e gestores públicos para apoiar ações de prevenção, monitoramento e tomada de decisões diante das condições hidrológicas na Amazônia.
 
Chuvas acima da média na bacia
 
Apesar da queda no nível do rio, o monitoramento climático apontou que a bacia do Madeira registrou chuvas acima da média entre 6 de junho e 7 de julho. O cenário foi classificado como de tendência a chuvoso, assim como nas bacias dos rios Mamoré, Marañon e Guaporé.
 
Entretanto, a previsão meteorológica para o período entre 7 e 13 de julho indica déficit de precipitação sobre o alto e médio curso do rio Madeira, o que pode favorecer a continuidade da vazante nos próximos dias.
 
Monitoramento permanente
 
As informações do boletim são elaboradas com base em dados da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), operada pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O órgão ressalta que as previsões podem sofrer alterações em razão da atualização dos modelos hidrológicos e das condições climáticas.
 
O monitoramento contínuo dos rios amazônicos segue sendo uma ferramenta essencial para antecipar cenários de cheias e vazantes, reduzindo impactos para as populações ribeirinhas e auxiliando o planejamento das autoridades estaduais e municipais.
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