CINE RO 2026: Itaú Cultural Play integra programação oficial com mostra Contra o Mundo Prontos

Seleção reúne 14 curtas-metragens de diferentes regiões do Brasil e fica disponível gratuitamente na IC Play de 21 de setembro a 5 de outubro. Festival também concede o Prêmio Itaú Cultural Play a um filme da Mostra Rondônia

CINE RO 2026: Itaú Cultural Play integra programação oficial com mostra Contra o Mundo Prontos

Foto: Divulgação

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A plataforma Itaú Cultural Play (IC Play) integra a programação oficial da 4ª edição do CINE RO – Festival de Cinema de Rondônia, que acontece de 14 a 26 de setembro. Como parte do circuito do festival, a mostra Contra o Mundo Pronto fica disponível na plataforma de 21 de setembro a 5 de outubro, reunindo 14 curtas-metragens produzidos em Rondônia, assim como nos estados de Goiás, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal.


A proposta de Contra o Mundo Pronto parte da ideia de que cada pessoa nasce em um mundo de regras e expectativas. A partir de filmes que transitam entre documentário, ficção, animação e experimentação, a programação acompanha crianças, trabalhadores, comunidades e famílias que procuram inventar outras formas de existir, sendo atravessados pela memória, ancestralidade, afeto, desigualdades e sonhos.


Além da programação na IC Play, o festival concede o Prêmio Itaú Cultural Play a um curta-metragem da Mostra Rondônia, composta por filmes realizados no estado. O vencedor será anunciado no encerramento do CINE RO, no domingo, 20 de setembro, em Porto Velho.


O Festival de Cinema de Rondônia acontece de 14 a 26 de setembro, com programação presencial no Centro Cultural Sesc Gladstone Nogueira Frota, sessões em escolas e itinerância por Ariquemes e Vilhena. O festival é uma produção da Zenital Produções, com patrocínio da Fundação Itaú.


Seleção local

Dos 13 filmes da mostra, cinco são de Rondônia. Entre eles, Kika Não Foi Convidada (2026), de Juraci Júnior, que parte de uma experiência vivida durante a própria infância, quando presenciou a expulsão de uma menina de uma festa de aniversário, para construir uma história sobre amizade, empatia e acolhimento, ambientada entre crianças de uma comunidade periférica da Amazônia. 


Já o curta Poronga (2026), de Rafael Rogante, acompanha dois seringueiros submetidos ao isolamento e às adversidades da floresta. Também selecionado para o Festival de Cinema de Vitória, o filme fala sobre sobrevivência, relações humanas e marcas históricas do ciclo da borracha na região Norte. 


Por sua vez, A Ascensão da Cigarra (2025), de Ana Clara Ribeiro, transforma o ciclo vital das cigarras em metáfora para a existência, a criação artística e a persistência da vida. A produção combina ficção, falso documentário, imagens de arquivo e animação para acompanhar uma jovem que enfrenta memórias enquanto trabalha escrevendo textos para funerárias. 


Outro rondoniense é BEIRA (2026), de Marcela Bonfim, no qual uma mulher negra e lésbica retorna a Porto Velho para cuidar da antiga casa da avó, uma parteira e benzedeira da comunidade. Entre memórias e afetos, o filme aborda pertencimento, resistência e identidade. 


Por fim, Rios de memórias (2026), de direção coletiva, completa a presença rondoniense na mostra. Nele, estudantes de cinema investigam as memórias do Rio Cayarí, também conhecido como Rio Madeira, em Porto Velho.


Outras praças

Das produções de outros estados, integra a mostra o carioca Esperança (2026), de Amora Moreira e Marcelo Pereira, que acompanha uma menina negra de 12 anos que sonha em se tornar jogadora de futebol profissional na periferia. Diante da exclusão em campo e da resistência em casa, ela encontra força no legado da avó. Produzida pelo Combo Studio, com apoio da RioFilme e trilha do selo Crespo Music, a animação soma 18 seleções em premiações nacionais e internacionais.


De Pernambuco, A noite da lua de sangue (2025), de Bruno Henrique Barros, aposta na animação de terror para acompanhar um homem e seu cão em busca de vingança contra uma criatura que matou sua família. Ambientado na zona rural pernambucana, o curta aborda questões ligadas ao apagamento e à ocupação territorial no interior nordestino. 


Em Dois Passos (2025), da goiana Joyci Viegas, o trajeto cotidiano de uma menina de 12 anos entre a escola e sua casa revela perigos que passam despercebidos pelos adultos. O mato-grossense Caracóis (2025), de Bia Lobo, acompanha uma adolescente que rejeita os próprios cachos até a chegada de um menino preto que exibe os cabelos com orgulho. A partir dessa relação, o filme aborda identidade, representatividade e aceitação capilar na juventude.


Já o paraense Crescente (2026), de Maurício Moraes, aborda o reencontro de dois homens, 20 anos depois de uma separação. Filmado na Região Metropolitana de Belém, o curta articula memórias, silêncios e afetos ao território amazônico. 


Do Distrito Federal, Hacker Leonilia (2025) conta a história de uma hacker idosa e bordadeira, que precisa usar suas habilidades para escapar de uma realidade virtual, inspirado na história da avó do próprio diretor, Gustavo Fontele Dourado. O curta deu origem ao roteiro de uma versão longa desenvolvida com apoio do Rumos Itaú Cultural.


A seleção inclui ainda o documentário paulista CATADORES (2025), de Paula Vasone, que acompanha dois trabalhadores de reciclagem na periferia de São Paulo, ao lado de sua filha. A produção lança um olhar sobre a atividade desses trabalhadores e articula questões de família, meio ambiente e esperança. Nosso tempero (2026), é uma animação produzida por alunos e alunas da Escola Municipal João Victor, no Rio Grande do Norte, e pela Equipe Animazul, sobre uma menina que diz odiar caju numa terra cheia da fruta, gerando reflexões e humor sobre pertencimento e identidade local.


A lista fecha com A nave que nunca pousa (2025), de Ellen Morais, da Paraíba, que acompanha o surgimento de uma misteriosa nave sobre uma comunidade e os impactos físicos, psicológicos e sociais provocados pelo fenômeno. A obra combina elementos da ficção científica com a linguagem documental. 

 


O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Parte do conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.

 

 


FICHAS E SINOPSES DOS FILMES


Esperança

 

de Amora Moreira e Marcelo Pereira (animação, 13 min, Rio de Janeiro, 2026)

Classificação indicativa: AL

Sinopse: Uma menina negra de 12 anos sonha em se tornar jogadora de futebol profissional na periferia do Brasil. Enfrentando exclusão em campo e resistência em casa, ela encontra força no legado de sua avó e dá o primeiro passo rumo a um futuro próprio.


Kika Não Foi Convidada

 

de Juraci Júnior (drama, 15 min, Rondônia, 2026)

Classificação indicativa: A6 – Temas sensíveis

Sinopse: Kika descobre que não é bem-vinda em uma festinha de aniversário. Enquanto aprendem sobre o valor de uma verdadeira amizade, crianças ensinam sobre empatia e acolhimento.


Poronga

 

de Rafael Rogante (suspense, 16 min, Rondônia, 2026)

Classificação indicativa: A12 – Medo, Violência, Nudez

Sinopse: Em meio à opressão da floresta amazônica, dois seringueiros lutam para sobreviver. 


A noite da lua de sangue

 

de Bruno Henrique Barros (animação, 10 min, Pernambuco, 2025)

Classificação indicativa: A12 – Medo, Violência

Sinopse: Após perder sua família para uma criatura que assola a colina durante uma Lua de Sangue, um senhor e seu fiel cão percebem os sinais de que uma nova lua se aproxima. Determinados a vingar o passado, eles se preparam para enfrentar o monstro.


Dois Passos

 

de Joyci Viegas (drama, 13 min, Goiás, 2025)

Classificação indicativa: A12 – Violência, Violência Sexual

Sinopse: Marcela, uma menina de 12 anos, faz um longo caminho de volta da escola para casa, mas ela ainda não percebe que, todos os dias, é uma sobrevivente.


Crescente

 

de Maurício Moraes (drama, 16 min, Pará, 2026)

Classificação indicativa: A10 – Drogas lícitas, Linguagem imprópria

Sinopse: No interior da Amazônia, Fábio e Igor vivem na juventude um território de descobertas, até que Fábio se muda. Vinte anos depois, reencontram-se entre memórias e silêncios e percebem que lembram do mapa afetivo — fragmentado e em constante movimento, como as águas do Benfica.


Caracóis

 

de Bia Lobo (drama, 11 min, Mato Grosso, 2025)

Classificação indicativa: AL – Temas sensíveis

Sinopse: Clara é uma menina parda, de 14 anos, que repudia seus cachos. Quando Gabriel, um menino preto que ostenta as madeixas com orgulho, volume e estilo, chega ao condomínio, Clara descobre novos valores.


Hacker Leonilia

 

de Gustavo Fontele Dourado (animação, 15 min, Distrito Federal, 2025)

Classificação indicativa: 12 – Violência

Sinopse: Uma hacker idosa e bordadeira precisa lidar com seus próprios problemas e usar suas habilidades para escapar de uma realidade virtual.


A Ascensão da Cigarra

de Ana Clara Ribeiro (drama, 18 min, Rondônia, 2025)

Classificação indicativa: A10 – Nudez, Drogas

Sinopse: Quando a noite acende as cigarras, no meio da Amazônia, Pilar, uma jovem que sobrevive através da escrita para funerárias, enfrenta memórias enquanto vivencia uma misteriosa transformação.


CATADORES

de Paula Vasone (documentário, 14 min, São Paulo, 2025)

Classificação indicativa: AL 

Sinopse: Ana Paula e Celso, catadores na periferia de São Paulo, coletam materiais recicláveis todos os dias para o próprio sustento e, junto com sua pequena filha Sara, alimentam seus sonhos.


BEIRA

 

de Marcela Bonfim (romance, 16 min, Rondônia, 2026)

Classificação indicativa: A10 – Conteúdo sexual, Temas sensíveis

Sinopse: Eva retorna a Porto Velho para cuidar da casa da avó falecida, uma antiga parteira e benzedeira da comunidade. No reencontro com a cidade e suas memórias, Eva confronta ausências, heranças familiares e fragmentos de sua própria identidade.


Rios de memórias

 

Direção coletiva (documentário, 14 min, Rondônia, 2026)

Classificação indicativa: A6 – Temas sensíveis

Sinopse: Um grupo de estudantes de cinema investiga as memórias do Rio Cayarí, também conhecido como Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia.


A nave que nunca pousa

 

de Ellen Morais (documentário, 15 min, Paraíba, 2025)

Classificação indicativa: AL

Sinopse: No sertão da Paraíba, uma misteriosa e imponente nave surge nos céus gerando impactos físicos, psicológicos e sociais nos moradores da comunidade quilombola de Serra do Talhado Rural. Uma ficção científica documental.


Nosso tempero

 

de alunos e alunas da Escola Municipal João Victor (RN) e Equipe Animazul (animação, 9 min, Rio Grande do Norte, 2026)

Classificação indicativa: AL

Sinopse: Num pequeno povoado dominado pelo caju, no interior do Rio Grande do Norte, uma menina nascida e criada ali confessa que detesta o fruto.

 


SERVIÇO:

 

Festival de Cinema de Rondônia

Mostra de cinema Contra o Mundo Pronto

21 de setembro a 5 de outubro 

Na Itaú Cultural Play: www.itauculturalplay.com.br 

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