O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Jackson Uriel de Souza Vieira, de 30 anos, morador de Ji-Paraná (RO), para o início do cumprimento da pena de 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
A ordem foi encaminhada à Polícia Federal em 8 de setembro, após o trânsito em julgado da condenação.
Jackson estava em liberdade e era monitorado por tornozeleira eletrônica.
Ele havia sido preso em 9 de janeiro de 2023, no acampamento instalado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
A nova ordem determina o cumprimento da pena em regime fechado.
A condenação ganhou força após perícia da Polícia Federal identificar imagens de Jackson na área externa do Congresso Nacional, em 8 de janeiro, portando um cassetete da polícia.
A investigação também apontou que ele administrava grupos de WhatsApp usados para tratar de caravanas de Rondônia para Brasília.
Inicialmente, Jackson havia sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República por incitação ao crime e associação criminosa.
Após a análise do material apreendido, a acusação foi ampliada para crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A defesa informou que, até a publicação das informações, o mandado ainda não havia sido cumprido.
A condenação também prevê participação no pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos atribuídos aos condenados pelos ataques.