Um gesseiro teria coberto a inscrição com gesso, e o local exato da pedra não pôde mais ser encontrado
Foto: Reprodução
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Em 1827, no sítio do antigo assentamento de Port Royal (fundado por Champlain em 1605, na atual Nova Escócia, Canadá), foi descoberta uma pedra que alguns estudiosos consideram o vestígio mais antigo da Maçonaria neste continente. A pedra tem cerca de 75 cm de comprimento por 60 cm de largura, e em sua superfície natural estão gravados o esquadro e o compasso, símbolos maçônicos, além da data 1606 em algarismos arábicos.
O historiador Thomas Chandler Haliburton, autor do primeiro relato sobre a descoberta, afirmou que a data ainda é claramente visível e perceptível ao toque, embora parcialmente desgastada.
Um segundo relato, escrito em 1856 pelo geólogo Charles T. Jackson, conta que ele e Francis Alger encontraram a pedra na costa da Ilha Goat, na Bacia de Annapolis, parcialmente coberta de areia. Jackson cedeu a peça ao juiz Haliburton, que a manteve preservada. Por volta de 1887, o filho do juiz doou a pedra ao Instituto Canadense de Toronto, com a condição de que fosse inserida na parede do novo edifício do Instituto, na esquina das ruas Richmond e Bertie (Ontário).
No entanto, por um descuido, um gesseiro teria coberto a inscrição com gesso, e o local exato da pedra não pôde mais ser encontrado, apesar de buscas. Chegou-se a oferecer uma recompensa de US$ 1.000, sem sucesso.
Quanto ao significado da pedra, o texto descarta a hipótese de que ela comemore a fundação de uma Loja Maçônica. A teoria mais plausível, segundo o autor, é que ela marcava o túmulo de um colono, já que foi encontrada perto do cemitério do assentamento de Champlain e pelo menos um colono morreu em 14 de novembro de 1606.
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