O Gaúcho da Copa, começou sua jornada em 1990, na Itália, e dali em diante nunca mais conseguiu parar
Foto: Reprodução/ Instagram
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Ele seguiu a Seleção por 7 Copas do Mundo, passou por mais de 60 países e assistiu a mais de 150 jogos… e nunca foi jogador, técnico ou jornalista. Era só um torcedor. Mas talvez seja exatamente isso que torne a história dele tão grande.
Clóvis Acosta Fernandes, o Gaúcho da Copa, começou sua jornada em 1990, na Itália, e dali em diante nunca mais conseguiu parar. Onde o Brasil jogava, ele estava. Copa do Mundo, Copa América, Confederações, Olimpíadas… não importava o palco, ele sempre encontrava um jeito de estar perto da Seleção. Não como trabalho, mas como paixão.
Em 2004, veio o diagnóstico de um câncer no rim. Mesmo assim, ele seguiu. Lutou por 11 anos contra a doença, mas não abriu mão do que considerava sua missão: viajar, acompanhar o Brasil e viver o futebol até o último instante. Para ele, torcer não era hobby… era identidade.
E talvez isso diga muito sobre uma outra época. Um tempo em que torcer ainda era puro. Sem algoritmo, sem performance, sem necessidade de se transformar em conteúdo. Era só amor, presença e estrada.
Ele percorreu mais de 60 países, viveu ao lado da mesma mulher por 43 anos e construiu uma vida inteira em torno de um sentimento simples: estar onde o Brasil estivesse. Até que seu último desejo fosse ainda mais simbólico… suas cinzas em um jogo da Seleção. Como quem nunca saiu de campo.
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