FIBROSE EPÁTICA: O sinal silencioso da gordura no fígado que só aparece quando a cicatriz avançou

A gordura no fígado pode evoluir por anos sem provocar dor ou sintomas claros

FIBROSE EPÁTICA: O sinal silencioso da gordura no fígado que só aparece quando a cicatriz avançou

Foto: Reprodução

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A gordura no fígado pode evoluir por anos sem provocar dor ou sintomas claros. Um dos sinais que costuma chamar atenção tardiamente é o inchaço na barriga, pernas ou tornozelos, que pode indicar acúmulo de líquido quando a cicatriz no fígado já está avançada.

Por que o inchaço preocupa

O fígado com excesso de gordura pode inflamar e formar cicatrizes, processo chamado fibrose hepática. Nas fases iniciais, essa cicatriz geralmente não causa sintomas, por isso muitas pessoas só descobrem o problema em exames de rotina.

Segundo a Mayo Clinic, a fibrose é classificada de F0 a F4, sendo F3 cicatriz avançada e F4 cirrose. Quando surgem sinais como ascite, edema nas pernas, coceira intensa ou pele amarelada, a função do fígado pode estar mais comprometida.

Sinais que podem aparecer junto

O inchaço não deve ser avaliado isoladamente. Ele pode vir acompanhado de outros sintomas que sugerem avanço da lesão no fígado e precisam de investigação médica.

  • Barriga inchada ou sensação de peso abdominal;
  • Pernas, pés ou tornozelos inchados;
  • Cansaço persistente e perda de apetite;
  • Pele e olhos amarelados, chamados de icterícia;
  • Coceira na pele e manchas roxas com facilidade.

O que um estudo científico mostrou

 

Um estudo de revisão ajuda a entender por que a doença pode ser silenciosa por tanto tempo. Segundo a revisão Metabolic Dysfunction–Associated Steatotic Liver Disease, publicada no New England Journal of Medicine, a doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica está ligada à obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e maior risco de progressão para fibrose, cirrose e complicações cardiovasculares.

Na prática, isso significa que a ausência de sintomas não garante que o fígado esteja saudável. A cicatriz pode avançar de forma discreta, especialmente em pessoas com diabetes, colesterol alto, triglicerídeos elevados, pressão alta ou acúmulo de gordura abdominal.

Quando investigar gordura no fígado

A investigação é importante quando há fatores de risco, mesmo sem dor. O médico pode solicitar exames de sangue, ultrassom, elastografia hepática ou outros testes para avaliar inflamação e rigidez do fígado.

  • Pessoas com obesidade ou aumento da circunferência abdominal;
  • Quem tem diabetes tipo 2 ou resistência à insulina;
  • Pessoas com triglicerídeos ou colesterol elevados;
  • Quem consome álcool com frequência;
  • Quem já recebeu diagnóstico de gordura no fígado em exames anteriores.

 

Como reduzir o risco de avanço

A perda gradual de peso, a prática regular de atividade física, a redução de ultraprocessados e o controle de diabetes, colesterol e pressão ajudam a diminuir a gordura e a inflamação no fígado. Evitar bebidas alcoólicas também é essencial, principalmente quando já existe fibrose.

O mais importante é não esperar o inchaço aparecer para procurar avaliação. Quando esse sinal surge, a doença pode estar em uma fase mais avançada, exigindo acompanhamento com gastroenterologista ou hepatologista.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.

 

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