OUTRO LADO: Ativista que apanhou na Câmara nega agressão a idoso e pede exame de luminol

Em entrevista ao Rondoniaovivo, pecuarista afirma que Breno Mendes o atacou com socos na frente de policiais militares e sugere que o próprio vereador atingiu seu assessor de 72 anos acidentalmente durante a confusão na Câmara

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Foto: Rondoniaovivo

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O ativista e pecuarista Alexander da Silva Morong, de 52 anos, apresentou sua versão detalhada sobre a confusão registrada no início da tarde de terça-feira (2) na Câmara Municipal de Porto Velho (RO). Em entrevista concedida ao Rondoniaovivo após o registro do boletim de ocorrência, ele negou veementemente ter agredido o assessor de 72 anos do vereador Dr. Breno Mendes (Avante) e acusou o parlamentar de tê-lo atacado com golpes físicos na presença da Polícia Militar.
 
 
A ocorrência, que resultou no ferimento do funcionário idoso João Batista, teve início após o próprio ativista acionar uma viatura da PM. De acordo com Morong, o objetivo do chamado era identificar homens que o haviam hostilizado e rasgado seus cartazes em sessões anteriores. Ao acompanhar os agentes até o corredor do gabinete, Breno Mendes teria chegado ao local. "Quando o Breno chegou, falou que não era bem-vindo, nem a polícia era bem-vinda. E eu me retirei da sala, fiquei pro lado de fora no corredor", relatou.
 
 
A escalada da violência teria ocorrido quando Alex passou a questionar o vereador sobre supostas ameaças feitas na tribuna. "Quando eu comecei a falar com ele, ele perdeu o emocional dele, a sua capacidade, e meteu a mão no meu celular. O celular veio a cair no chão. Nessa de cair no chão, ele me deu um soco", afirmou Morong.
 
 
Na sequência, o pecuarista diz ter sofrido agressões múltiplas. "Foram vários socos na barriga. [...] Quando o celular caiu no chão, foi pisoteado. O Breno pisou, chutou, o celular chegou a entrar dentro do gabinete", detalhou. Ele relatou ainda agressões de terceiros: "Fui agredido também pelas costas por uma das assessoras do Breno nessa brincadeira de catar o celular no chão, levei socos nas costas por uma mulher".
 
 
O ferimento do idoso e a inércia policial
 
 
Sobre o rosto ensanguentado do assessor João Batista, versão defendida pelo parlamentar para justificar ter empurrado o ativista, Alex Morong é categórico: "Eu não agredi aquele velhinho, nem trisquei o dedo nele". O ativista argumenta que o próprio vereador deve ter atingido o funcionário acidentalmente durante a sequência de socos. "Na hora que você vai dar um soco, o braço volta e foi numa velocidade tão rápida [...] que eu não duvido nada ter acertado [o assessor]", justificou.
 
 
Para comprovar sua versão, o pecuarista destacou que não possui lesões nas mãos compatíveis com agressão. "Ainda vou voltar na delegacia para pedir pro delegado de plantão para fazer o exame de luminol na minha mão para mostrar que eu não agredi o velhinho. Vou pedir o luminol no paletó do Breno Mendes e na porta de onde aconteceu", garantiu.
 
 
O ativista também denunciou a omissão da Polícia Militar durante o episódio. "Eles ficaram sem ação, os policiais militares, né? Já pensou ser agredido perante dois policiais e eles não fazerem nada?", criticou.
 
 
Por fim, cobrou transparência do Legislativo municipal e criticou a ausência de câmeras de segurança nos corredores. "A Câmara de Vereadores aqui de Porto Velho não tem câmeras em nenhum local. [...] Será que é justamente para as irregularidades não serem mostradas dentro da Casa?", indagou o pecuarista, que atua como fiscalizador independente há três anos e relata esta como a sua sétima agressão sofrida em repartições públicas.
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