SEGUE NO CARGO: Rocha fica no governo e reconfigura disputa eleitoral em Rondônia

O movimento interrompe uma cadeia de articulações que vinha sendo desenhada nos bastidores.

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Foto: Divulgação

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A decisão do governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), de permanecer no cargo até o fim do mandato e abrir mão de disputar uma vaga ao Senado altera de forma direta o tabuleiro político das eleições deste ano no estado.

 

Após o encerramento da janela partidária, período em que políticos podem trocar de legenda sem perda de mandato, Rocha confirmou que seguirá à frente do Executivo estadual até 5 de janeiro do próximo ano. O movimento interrompe uma cadeia de articulações que vinha sendo desenhada nos bastidores.

 

O principal impacto recai sobre o vice-governador, Sérgio Gonçalves (União Brasil). Com a permanência de Rocha, ele perde a possibilidade de assumir o comando do estado e disputar a reeleição com a máquina pública nas mãos — uma vantagem estratégica relevante em qualquer disputa majoritária.

 

A decisão também trava planos eleitorais no núcleo familiar do governador. A primeira-dama, Luana Rocha, e o irmão, Sandro Rocha, deixam de avançar com possíveis candidaturas à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, respectivamente, evidenciando um recuo coordenado do grupo político.

 

No campo administrativo, as movimentações já refletem o calendário eleitoral. Conforme edição extra do Diário Oficial publicada na sexta-feira (3), o governo promoveu a exoneração de nomes do primeiro escalão para viabilizar candidaturas, atendendo à legislação eleitoral.

 

Deixaram seus cargos os ex-deputados federais Luiz Cláudio Pereira Alves, que presidia a Emater, e Carlos Magno Ramos, então adjunto da Casa Civil. Também foi exonerado Lauro Fernandes da Silva Júnior, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Um dia antes, o coronel Felipe Vital já havia sido desligado da Secretaria de Segurança Pública com o mesmo objetivo.

 

Com o cenário redefinido, a disputa pelo governo de Rondônia se consolida, até o momento, com os pré-candidatos Adailton Fúria (PSB), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União Brasil) e Marcos Rogério (PL).

 

Na prática, a escolha de Rocha não é neutra. Ela reduz o número de variáveis na sucessão estadual, enfraquece alternativas dentro do próprio grupo governista e redistribui o peso da disputa entre nomes que já estavam em pré-campanha. O efeito imediato é um cenário mais previsível — mas não necessariamente menos competitivo.

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