CONTAS DOS CANDIDATOS: Os possíveis candidatos ao governo apostam na união de todos contra o favorito bolsonarista

Quem for contra Marcos Rogério no segundo turno pode ser bem sucedido

CONTAS DOS CANDIDATOS: Os possíveis candidatos ao governo apostam na união de todos contra o favorito bolsonarista

Foto: Divulgação

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Como sempre

 

“Nunca antes na história deste país” é introdução dos rompantes de autoglorificação do presidente Lula da Silva. Ele jamais dirá que, como sempre, os recursos e financiamentos disponíveis para pesquisar a floresta são utilizados sobretudo por cientistas de outras regiões e países. A rigor, os financiamentos não precisam ser necessariamente governamentais: com descobertas ocorrendo a todo instante, quem investir estará sempre na rota do sucesso.

 

O que causa um certo incômodo é que a maioria das pesquisas a respeito da floresta são conduzidos por profissionais de fora, o que não é mau, pois o importante é que o trabalho seja feito, mas revela que os anos passam e a realidade só deixa patente uma velha situação: que santo de casa não faz milagre.

 

Felizmente se pode afirmar que nunca se pesquisou tanto a região quanto hoje, mas é legítimo esperar que os cientistas do Norte sejam estimulados a pesquisar sua própria região, até porque entram em campo com os conhecimentos básicos que pesquisadores de fora terão que adquirir com mais tempo de atividade. É pura questão de bom senso levar isso em conta ao direcionar recursos à pesquisa. A menos que se considere mais “chique” financiar estrangeiros como recurso de marketing e não a rapidez na obtenção de conhecimento. É preciso parabenizar a todos os que respaldam a pesquisa na Amazônia, mas reforçar as linhas locais de pesquisa será ainda mais elogiável.

 

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Façam as contas!

 

Neste início de ano vão se confirmando várias candidaturas ao governo de Rondônia. 1- Senador Marcos Rogerio (PL-Ji-Paraná) 2 - Prefeito Adailton Fúria (PSD-Cacoal) 3 - Prefeito Flori Cordeiro (Podemos-Vilhena) 4 - Ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho) 5- Ex-deputado federal Expedito Neto (PT-Rolim de Moura) 6 – Samuel Costa (Rede-Porto Velho 7-Vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil-Porto Velho). Considerando que a aliança liderada pelo MDB/PDT/PSB terá candidatura própria, possivelmente teremos um recorde de postulações ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual.

 

Racha na roça

 

Neste cenário se vê um racha no interior do estado de Rondônia entre as candidaturas de Marcos Rogério (Ji-Paraná), Adailton Fúria (Cacoal) e Flori Cordeiro (Vilhena). Também existe racha bolsonarista entre as forças do PL, de Marcos Rogerio com o grupo político do governador Marcos Rocha (agora no PSD). Já estariam descartadas as postulações do governador Marcos Rocha ao Senado e possivelmente do vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) ao CPA que já teria paralisado a pré-campanha pelo interior do estado. Num quadro onde o grande favorito para ingressar num previsível segundo turno é o senador Marcos Rogério, mas que também é favorito para levar pau no segundo turno com a provável união dos seus adversários.

 

Contas dos candidatos

 

Nas contas destes possíveis candidatos acima se vê uma conclusão inicial: o nome que for para o segundo turno contra Marcos Rogério, pode ser bem-sucedido ao Palácio Rio Madeira. Vai ser uma batalha renhida. Marcos Rogério, o favorito, aposta numa vitória em cima do apoio direto do ex-presidente Jair Bolsonaro também no segundo turno e sua dobradinha com Fernando Máximo ao Senado em Porto Velho. Adailton Fúria, agora com o apoio da máquina do governador Marcos Rocha, mais apoio do ex-governador Ivo Cassol e do ex-senador Expedito Junior (eles voltaram a pular cirandinha juntos...) E Expedito Junior até pode ser afastado da campanha para não dar impressão que esta mancomunado com seu filho que ingressou no PT.

 

Projeto retomado

 

O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) teria retomado seu projeto de disputar o governo de Rondônia, segundo informou o jornalista Sergio Pires no final de semana. Se de fato entra na corrida sucessória já sai, com o contexto atual, com um pé num previsível segundo turno. Ocorre que sem o seu predador local, que é o deputado federal Fernando Máximo que optou pela disputa ao Senado, sem o ex-governador Confúcio Moura (MDB) que vai à reeleição, o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) sem as rédeas do governo estadual, do PSD de Adailton Fúria fragilizado pelo racha no seu partido liderado por Expedito Neto que ingressou no PT, se vê um céu de brigadeiro para Hildão nesta eventual peleja.

 

Polarização alterada

 

Com Hildão nas paradas de sucesso se projeta mudança de polarização. Ao invés de polarizar com a duvidosa candidatura do prefeito de Cacoal Adailton Fúria, já acusado de jogo duplo com o PT e a candidatura de Expedito Neto, o senador Marcos Rogério (PL),  entra em rota de polarização com Hildon Chaves e este com grandes chances no segundo turno, como sinaliza a atual conjuntura. Na segunda etapa da eleição ele contaria com o respaldo do grupo político do ex-governador Confúcio Moura e até da turma de Marcos Rocha que odeia também bolsoanristas Marcos Rogerio, Jaime Bagatolli e Chisóstomo. Restariam poucas opções de alianças para Rogério. A princípio, vejo Hildão em vantagem para o enfrentamento com Marcos Rogério no segundo turno, já que o interior rachou em três candidaturas e o tucano na capital é o cara.

 

Para compensar

 

Para compensar a farsa montada pelos Expeditos, com um deles se transferindo para o PT e outro permanecendo no PSD, o atual prefeito de Cacoal já tem estratégia. De um lado, terá a máquina do governo estadual do governador Marcos Rocha, do outro o apoio do ex-governador Ivo Cassol. Rocha e Cassol possivelmente indicando como vice de Fúria o jornalista Everton Leoni, da TV Record, emissora ligada à Igreja Universal. E tem luas pretas defendendo que é preciso afastar Expedito pai da campanha do atual prefeito de Cacoal para passar a impressão que Fúria não aprovou a farsa montada pelo clã dos Expeditos. É coisa de louco!

 

Via Direta

 

*** As municipalidades de Cacoal e Ariquemes estão construindo novas rodoviárias. Ariquemes com o processo mais adiantado *** Porto Velho transformou aquele pardieiro onde funcionava seu terminal rodoviário num belo cartão postal para a capital rondoniense na gestão do ex-prefeito Hildon Chaves *** Para fazer bonito também, o atual prefeito Leo Moraes poderia transformar a região do Cai N’Agua num outro cartão postal. A região é infestada de sujeira, pombos, urubus, traficantes e foras da lei *** O presidente do Avante, o ex-deputado estadual Jair Montes está satisfeito com o chamado de lideranças para disputar cargos eletivos *** Estima em emplacar pelo menos dois deputados estaduais.

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