MAIS TRÊS: Trio do Acre é preso por integrar esquema de agiotagem e extorsão com violência

Parte do bando acreano já havia sido preso semana passada em Porto Velho

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Foto: Rondoniaovivo

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Três homens foram presos pela Polícia Militar após uma denúncia de agressão em uma vila de apartamentos na Rua Viviane, bairro Igarapé, em Porto Velho (RO) na madrugada deste domingo (08).

 

O caso, que parecia inicialmente uma briga doméstica, revelou um esquema de agiotagem, extorsão e intimidação de devedores ligado a uma organização criminosa que já vinha sendo investigada na região.

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Entre os presos está João Paulo, apontado pela vítima como o chefe das cobranças e dois comparsas, identificados como José Fernando e José Augusto, acusados de atuar como "capangas" na agressão física e psicológica a devedores.

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​A PM foi acionada para verificar uma denúncia de agressão coletiva. Ao se aproximar da vila de apartamentos, a equipe avistou cerca de seis homens nas imediações e um veículo Chevrolet Onix preto deixando a área em baixa velocidade.

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Alertados por uma testemunha no local de que o motorista do Onix estava envolvido na ocorrência, os policiais dividiram a equipe. Dois militares permaneceram para prestar socorro e interrogar a vítima, enquanto os demais realizaram o acompanhamento tático e interceptaram o automóvel.

 

​No local da ocorrência, a vítima demonstrava forte retraimento e medo extremo. Para garantir a segurança do relato, uma policial militar conduziu uma conversa reservada.

 

Aos poucos, o homem revelou que vinha sendo alvo constante de extorsão e ameaças por parte do trio de cobradores.

 

​Após a localização e abordagem de João Paulo, ele foi reconduzido ao local dos fatos, onde foi prontamente reconhecido pela vítima e pela testemunha.

 

Apesar de negar o envolvimento no crime, a busca veicular no Onix revelou um vasto material documental ligado à agiotagem: ​24 notas promissórias, totalizando preliminarmente R$ 79.637,00, com valores individuais entre R$ 768,00 e R$ 44.000,00, além de cadernos de anotações com registros detalhados de pagamentos semanais parcelados.

​Cartões Bancários de Terceiros: Seis cartões em nome de terceiros, incluindo indivíduos com passagens recentes pela polícia.

​Eletrônicos e Objetos Pessoais: Três aparelhos celulares (dois iPhones e um Redmi), além de relógios, anéis e documentos de terceiros.

​Munições de Uso Restrito/Permitido: Duas munições intactas (calibres .45 e .38) foram encontradas no interior do veículo.

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​Ao notar a apreensão das munições, João Paulo mudou de postura, declarando direito ao silêncio e acusando a equipe policial de ter "enxertado" o material no carro. A Polícia Militar ressaltou em relatório que o armamento institucional da guarnição utiliza exclusivamente calibres 9mm e .40, e nenhum dos componentes possui armamento particular dos calibres apreendidos.

 

​Outro ponto de destaque ocorreu durante o registro da ocorrência. O acusado José Fernando chegou a assumir a propriedade de um celular Redmi localizado no porta-malas do carro de João Paulo, mas recuou e mudou depoimento imediatamente após ser repreendido de forma enérgica e ríspida pelo próprio João Paulo.

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​As investigações preliminares apontam forte ligação entre os conduzidos e um braço financeiro de uma facção criminosa.

 

​Documentos e cartões encontrados dentro do Onix pertenciam a Maximus Souza Franco, indivíduo que havia sido preso na semana anterior acusado de associação criminosa.

 

Além disso, a documentação do veículo revelou uma procuração pública em nome de Maximus, outorgando-lhe poderes sobre o automóvel registrado em nome de terceiros, e um contrato de locação onde a esposa de João Paulo figura como fiadora.

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​O veículo Chevrolet Onix, os valores, documentos e telefones foram apreendidos. João Paulo, José Fernando e José Augusto receberam voz de prisão e foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde permanecem à disposição da Justiça e da Polícia Judiciária para a apuração dos crimes de extorsão, agiotagem, associação criminosa e posse ilegal de munição. 

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