COLUNA SEMANAL: Fala do dep. Lúcio Mosquini sobre florestas acendeu alerta entre ambientalistas

PSB de RO está em pé de guerra; quem serão os secretários de Marcos Rogério?; bolsonaristas arrependidos; Flávio Bolsonaro foi para os EUA e deixou oposição desnorteada

COLUNA SEMANAL: Fala do dep. Lúcio Mosquini sobre florestas acendeu alerta entre ambientalistas

Foto: Divulgação

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Mesmo Roteiro

Imagem Gerada por IA

 

A reeleição de Lula abriu a sessão “quem me conhece, sabe que eu não sou assim”. São vários os exemplos de apoiadores do bolsonarismo que estão fazendo vídeos para pedir desculpas, pelas ofensas proferidas contra nordestinos e pobres, a quem consideram culpados pela vitória do petista. Como se não bastasse esse absurdo, ainda estimularam o boicote aos comércios de quem, suspeitassem, não votou em Flávio Bolsonaro. Os vídeos de arrependimentos estão pipocando na internet, obedecendo sempre ao mesmo roteiro com as frases: “Desculpa a quem se sentiu ofendido”, “Eu falei no calor do momento”, “quem me conhece sabe que eu não penso assim” e aí por diante. O que essa situação demonstra é que o que uma parcela considerável da população brasileira defende não é liberdade de expressão, mas liberdade para expor preconceitos, machismos, xenofobia e tudo o que tem de pior na raça humana. Que as desculpas sejam verdadeiras e não uma encenação para limpar a lambança que fizeram. Veja alguns aqui!

 

Orfãos

 

E nesse embalo pós eleição presidencial, o ex-candidato Flávio Bolsonaro, esperado para ser o principal nome da extrema direita para liderar a oposição no Brasil, deu baroa em todo mundo e foi embora para os Estados Unidos, deixando órfãos os seus apoiadores. Se juntou ao irmão, Eduardo, que já estava na terra do Tio Sam e, por enquanto, é um porto seguro para ambos. O problema é que o presidente Trump, protetor dos dois irmãos brasileiros, está passando por um dos piores momentos, com aumento da inflação, guerra com Irã e rejeição da sociedade a perseguição aos imigrantes. Isso tudo foi o caldo que deu ao partido dele, o Republicanos, a pior derrota em décadas, perdendo, na última eleição, as maiorias no Senado e na Câmara dos Deputados, além dos governos de vários estados, para os Democratas. Isso pode ser uma prévia do que será daqui a dois anos na eleição presidencial norte americana. Como se não bastasse, existe uma pressão na sociedade norte-americana para que os Bolsonaro sejam deportados. O roteirista do Brasil não dorme!

 

Chegou Chegando

 

E nessas terras de Rondon, a expectativa está em torno da transição do Governo Marcos Rocha para Marcos Rogério. Quem são os cotados para assumirem as secretarias é a grande incógnita. Até o momento, o futuro governador de Rondônia, Marcos Rogério, montou a equipe de transição que está fazendo um raio X da atual administração estadual. O que estão encontrando ou vão encontrar é outro mistério. A equipe de transição de governo tem o deputado federal Lúcio Mosquini como comandante e é um dos homens fortes do futuro governo. E Mosquini já chegou chegando deixando os ambientalistas rondonienses e do mundo de cabelos em pé. Ele declarou em entrevista ao Podcast ‘Resenha Política’, que “vai privatizar toda floresta pública de Rondônia”. Afirmou também que a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM) deverá atuar de forma alinhada ao setor do agronegócio e passar por uma revisão em sua legislação para garantir "segurança jurídica aos produtores". Outra declaração foi de que pretende acabar com o Pelotão da Polícia Militar Ambiental, e que quando for necessário o apoio policial deve ser pedido direto na corporação. Mosquini também criticou as operações de combate ao garimpo ilegal e destruição de equipamentos usados nessas atividades. Com um mundo onde os mercados internacionais e as legislações, cada vez mais, valorizam a preservação da natureza devido as mudanças climáticas, não estaria Mosquini indo contra ao que pensam os principais países compradores de produtos exportados por Rondônia?

 

Preocupação

 

Esses planos estão deixando em polvorosa ambientalistas. Um desses é Sebastião Neves, presidente da Organização dos Extrativistas do Estado de Rondônia, que desde 1990 atua com as comunidades nas unidades de conservação federais, estaduais e municipais. “Estou muito preocupado com as declarações do deputado federal Lúcio Mosquini. Primeiro, ele fala que vai abrir concessões das florestas públicas estaduais e queremos entender o que ele pensa sobre florestas públicas estaduais. Se for aquelas onde não mora ninguém, até concordamos porque o Governo pode fazer a concessão dessas unidades. Mas se for as reservas extrativistas, onde tem gente, plano de manejo, protocolos, projetos de carbono e perfil das famílias beneficiárias, isso é complicado e, necessariamente, precisa ser dialogado. Nossa preocupação também se estende a proposta de extinção do Batalhão da Polícia Ambiental, que consideramos que presta um serviço de excelência na preservação e fiscalização de nossas florestas. Consideramos que é necessário o Governo e a sociedade dialogarem ouvindo os povos das florestas, ribeirinhos e extrativistas”, afirmou.

 

 Metralhadora

 

E quem também já afirmou que não está vendo com bons olhos os planos de Mosquini, foi a ativista ambiental e ex-candidata ao Senado por Rondônia, Neidinha Suruí, que está à frente da ONG Kanindé que atua com as populações indígenas e meio-ambiente na Amazônia. “Mosquini infelizmente é o principal incentivador de grilagem de terras indígenas e Unidades de Conservação, pois é com esse tipo de discurso que ele se mantem sendo eleito. Ele faz estelionato eleitoral. Promove absurdos contra o meio ambiente que é de todos. Querer extinguir o Batalhão Ambiental é próprio de quem não respeita as leis ambientais e os cidadãos brasileiros que lutam para que se tenha floresta protegida e policiamento forte na luta contra os crimes ambientais. Já tentaram acabar com o Batalhão Ambiental uma vez na época do Planafloro. Não deixamos acontecer e nem deixaremos agora. A Sedam e o Batalhão Ambiental são órgãos importantes e que merecem ter mais apoio, estrutura e lutaremos por isso. Quanto ao deputado, deveria se envergonhar de fazer esse tipo de proposta!”, declarou.

 

Persona Non Grata

 

Por falar em Neidinha Suruí, ela já avisou que a chegada do jornalista Bruno Eduardo ao PSB, em Porto Velho, como presidente da sigla, “não ficará barato”. Segundo ela, que concorreu à vaga de senadora pelo partido na última eleição, está havendo um desrespeito com quem já está na agremiação há mais tempo. “Não vamos engolir essa falta de democracia nesse partido. Ninguém sabia e essa coisa aparece assim do nada. Não vamos permitir”, falou. E a guerra está declarada no PSB!

 

Museu da Comunicação

 

Uma boa pedida para o final de semana em Porto Velho, é fazer uma viagem no tempo. Isso é possível no Museu da Comunicação, pertencente ao Rondoniaovivo, e que está na Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O espaço tem não apenas televisores, rádios e telefones, mas também diversas outras peças que foram muito usadas em outras épocas. Leve a família e curta essas lembranças!

Direito ao esquecimento
Lc Pereira - há 2 horas
Olha com relação à extinção da PM Ambiental, penso que a pior notícia dessa transição, sem contar a abertura para utilizar terras públicas ao agro.

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