Um jovem de 24 anos, identificado como Victor H. foi preso pela Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (25) acusado de estelionato e fraude eletrônica.
O caso aconteceu em uma loja de aparelhos celulares localizada na Avenida Lauro Sodré, bairro Olaria, na capital.
O acusado tentava adquirir um iPhone 16 utilizando o nome e o crédito de uma vítima que sequer sabia da transação.
De acordo com as informações, Victor entrou no estabelecimento comercial demonstrando interesse no aparelho celular.
Para o pagamento, ele ofereceu uma quantia em dinheiro vivo e solicitou que o restante do valor fosse parcelado por meio de um crediário da empresa Bemol, instituição com a qual a loja possui convênio.
A farsa começou a desmoronar quando a vendedora da loja solicitou os documentos de identificação para concluir o cadastro.
O jovem demonstrou nervosismo, resistiu e se recusou a entregar a documentação. Diante da atitude suspeita, a funcionária manteve a calma, prosseguiu com o atendimento e, discretamente, acionou a Polícia Militar via 190.
Enquanto a guarnição do 1º Batalhão se deslocava, a vendedora conseguiu puxar os dados do sistema e localizou o contato da verdadeira titular da conta do crediário, uma mulher.
Ao atender a ligação da loja, a mulher ficou surpresa. Ela afirmou categoricamente que não conhecia o jovem, que não estava comprando nenhum aparelho e que não havia autorizado ninguém a utilizar seus dados ou seu aplicativo da Bemol.
Com a chegada dos policiais, o acusado foi abordado. Ao perceber que o golpe havia sido descoberto, Victor confessou o crime.
Ele admitiu que com a ajuda de um primo conseguia dados pessoais de terceiros para cadastrar em aplicativos financeiros e realizar compras fraudulentas.
Na tentativa de escapar da responsabilização, o jovem ainda tentou fornecer um nome e CPF falsos aos policiais, além de um endereço inexistente, mas a farsa foi completamente desfeita.
Com ele, a polícia apreendeu:
R$ 2.100,00 que já haviam sido entregues à loja como entrada do celular;
R$ 1.900,00 em espécie que estavam em seu bolso (a polícia suspeita que o valor seja fruto de saques de outras vítimas);
Duas camisetas e um boné da marca Nike, comprados no mesmo dia no Porto Velho Shopping, também sob suspeita de fraude.
O acusado recebeu voz de prisão e foi conduzido, juntamente com o dinheiro e os produtos apreendidos, à Central de Polícia Civil de Porto Velho.
Ele deve responder por fraude eletrônica (Artigo 171, §2º-A do Código Penal), crime que prevê penas severas devido ao uso de meios eletrônicos e dados clonados para a prática do estelionato.
A Polícia Civil agora investiga a participação do comparsa e busca identificar outras possíveis vítimas do estelionatário.