Policiais levaram o motorista preso, mas o delegado não aceitou a ocorrência
Foto: Rondoniaovivo
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Uma confusão motivada por uma discussão de trânsito terminou com um sargento da PM de 44 anos, baleado e agredido na madrugada desta sexta-feira (19), no bairro Cuniã, zona Leste da capital. O caso envolveu uma intensa luta corporal pelo controle da arma do militar.
Equipes da Polícia Militar foram acionadas após relatos de que um policial havia sido baleado. Ao chegarem ao local, os militares encontraram a vítima caída ao solo, consciente, ao lado de sua motoneta Honda Biz de cor prata.
Próximo a ele, estava estacionado um veículo BYD Dolphin Mini de cor azul.
O proprietário do automóvel, de 42 anos, relatou que havia parado em um comércio de bebidas para comprar um energético. Ao sair, foi informado por clientes que o condutor da moto havia reclamado que o farol de seu carro estava muito forte.
Segundo Alisson, o PM retornou logo em seguida e tentou quebrar o retrovisor e chutar a porta do veículo.
Uma discussão foi iniciada e ao ver que outras pessoas se aproximavam em apoio ao condutor do carro, o homem se identificou como policial militar.
Conforme o relato do motorista do carro, ao notar que o PM levou a mão à cintura para pegar a arma, ele segurou a mão do militar, iniciando uma luta corporal para evitar que ele sacasse o armamento.
Outras pessoas teriam intervido na briga para agredir o policial. Em determinado momento, houve um disparo. O condutor do carro alegou que conseguiu tomar a pistola, uma Taurus calibre .380, modelo 938 inox, de um terceiro indivíduo que ameaçava matar o policial, e acionou o 190.
Por outro lado, o policial militar relatou que voltava para sua residência quando teve dificuldades de passar pela via devido à intensidade do farol alto do veículo estacionado na contramão.
Ele parou para pedir que o condutor baixasse a luz, o que desencadeou o bate-boca. Com receio de ser linchado pelas pessoas que cercaram o local, ele se identificou como PM.
Ao ser agredido, tentou proteger sua arma para que não fosse subtraída, momento em que foi agarrado e agredido por terceiros com uma pancada na cabeça e um golpe de sufocamento.
Durante o tumulto, ele ouviu o disparo e percebeu que havia sido atingido no braço, caindo no chão.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e prestou os primeiros socorros ao policial, que foi encaminhado às pressas ao hospital João Paulo II.
Segundo a equipe médica, o militar sofreu uma fratura exposta grave no cotovelo do braço direito, com múltiplos fragmentos ósseos e estilhaços do projétil alojados no local, permanecendo internado e impossibilitado de assinar qualquer termo devido às lesões.
A arma do policial, contendo um carregador com 15 munições intactas, foi recuperada e entregue ao supervisor do 1º Batalhão da PM.
Diante da gravidade da lesão corporal sofrida pelo policial, a guarnição deu voz de prisão ao motorista do carro e o conduziu à Central de Flagrantes.
No entanto, o delegado de plantão recusou o recebimento do flagrante e orientou a equipe policial a confeccionar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
O caso segue sob investigação e imagens de câmeras de monitoramento obtidas no local devem ajudar a esclarecer a dinâmica das agressões e a autoria do disparo.
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