Corpo da vítima foi jogado no rio Madeira
Foto: Rondoniaovivo
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VÍDEO:https://www.instagram.com/reel/DZsWVZEu_ud/?igsh=MXNjaHlvcDU2ZGJ0Mg==
Em uma entrevista exclusiva de dentro do camburão da Polícia Militar, Wesley A. T., de 18 anos, confessou com frieza os detalhes por trás do assassinato e da ocultação do cadáver de Adalberto Pereira Monteiro, crime ocorrido na madrugada de terça-feira (16) na capital.
Durante o interrogatório gravado, o jovem alegou que a motivação do crime teria sido uma suposta tentativa de abuso por parte da vítima. No depoimento, Wesley deu detalhes sobre o desenrolar da ação, a participação de um comparsa (citado por ele como "L...", mas identificado pela polícia como um adolescente de 17 anos) e como jogaram o corpo do alto da ponte sobre o rio Madeira.
Em depoimento informal às equipes policiais no momento de sua prisão, Wesley descreveu como conheceu a vítima e como o crime foi executado:
O contato inicial: "Eu conheci ele... ele me parou na rua um dia e me pediu o número. Ele falou que queria fazer amizade, não sei o quê... aí começou a mandar mensagem", disse o acusado.
A motivação alegada: Ao ser questionado sobre o motivo de ter assassinado Adalberto, Wesley afirmou: "Ele tentou abusar... tentou abusar de mim e o L. estava junto também. Ele tentou abusar de nós dois". Ele ainda completou dizendo que "a intenção era só apagar ele, somente", mas que depois decidiram ocultar o corpo. "Foi erro meu", declarou.
O local da execução: O crime aconteceu por asfixia próximo a uma área de lazer da cidade. "Foi ali, acho que perto do Skate Parque... dentro do carro", confessou.
A desova do corpo: Após matarem o homem dentro do veículo, a dupla se dirigiu até a BR-319 para se livrar do cadáver. Ao ser perguntado sobre onde haviam jogado o corpo, o suspeito foi direto: "Ponte do Madeira... Ponte do Rio Madeira".
Apesar de o carro de Adalberto — um Hyundai Creta — ter sido localizado pela Polícia Militar em um desmanche clandestino na Rua Montenegro, bairro Aeroclube, Wesley negou durante a entrevista que o crime tenha sido cometido com o objetivo inicial de roubar o automóvel. "Não, não tinha esse objetivo", garantiu o jovem de 18 anos de dentro da viatura.
A versão de latrocínio (roubo seguido de morte), no entanto, segue sustentada pelas autoridades devido ao flagrante do desmanche do veículo e à tentativa de queima das placas para destruir evidências.
Wesley, o comparsa menor de idade, o dono da oficina e outras duas mulheres que sabiam da procedência ilícita do carro foram encaminhados ao Departamento de Flagrantes.
O Corpo de Bombeiros Militar continua realizando buscas intensas nas águas do rio Madeira para tentar localizar o corpo de Adalberto, com base no local exato apontado pelo criminoso e pelas câmeras de monitoramento da ponte.
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