Um ex-policial penal do estado de Rondônia foi preso na última segunda-feira (15/) em Florianópolis, Santa Catarina.
Ele estava foragido após ser condenado a 16 anos de reclusão pelos crimes de roubo majorado e extorsão mediante sequestro.
A prisão foi efetuada pela Delegacia de Investigação de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC), integrante da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Santa Catarina.
A captura do foragido ocorreu de forma inesperada durante uma operação interestadual. Inicialmente, os policiais civis catarinenses prestavam apoio à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araçatuba, em São Paulo.
O objetivo principal era o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos de furto e associação criminosa, expedidos pela Vara Regional de Garantias paulista.
Durante o andamento da operação na capital catarinense, a equipe recebeu informações de inteligência sobre o paradeiro do ex-policial de Rondônia, considerado de extrema gravidade pela Justiça.
Após diligências rápidas, os agentes localizaram o homem, que foi detido e imediatamente encaminhado ao sistema prisional para dar início ao cumprimento de sua pena.
Os crimes que levaram à condenação do ex-agente público aconteceram em dezembro de 2019 e chocaram a população de Porto Velho (RO) devido ao requinte de crueldade.
A vítima, que atuava como trader de criptomoedas (Bitcoin), foi abordada e sequestrada pelos criminosos.
Ela foi levada para uma área de mata fechada, onde foi amarrada a uma árvore e submetida a agressões físicas por horas. O objetivo do grupo era forçar a vítima a transferir suas criptomoedas para as contas dos assaltantes.
Após a sessão de tortura, o homem foi trancado no porta-malas de um veículo. No entanto, em um momento de distração dos criminosos, a vítima conseguiu escapar do compartimento, fugiu e pediu ajuda.
A Polícia Civil de Rondônia assumiu o caso na época, identificou todos os envolvidos e o processo resultou na condenação definitiva pelo Poder Judiciário de Porto Velho.
Com a prisão efetuada em solo catarinense, o caso ganha um desfecho definitivo com o início do cumprimento da pena de 16 anos.