A Polícia Civil de Rondônia (PCRO) emitiu um alerta à população sobre a atuação de criminosos que aplicam golpes, principalmente contra pessoas idosas, em Porto Velho. Os suspeitos se passam por servidores públicos municipais para obter dados pessoais e financeiros das vítimas, que depois são usados em fraudes e empréstimos indevidos.
De acordo com as investigações, os golpistas realizam visitas domiciliares sob falsos pretextos, como entrega de cestas básicas, atualização cadastral ou confirmação de benefícios sociais. Durante a abordagem, solicitam documentos pessoais, tiram fotografias e recolhem informações sensíveis, utilizadas posteriormente em operações financeiras fraudulentas.
A Polícia Civil reforça que nenhum órgão público solicita dados bancários, selfies, fotografias ou cópias de documentos pessoais em visitas domiciliares, nem utiliza esse tipo de procedimento para concessão ou manutenção de benefícios sociais.
Em coletiva de imprensa, a secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (SEMASF), Tércia Marília, destacou que os idosos são o principal alvo desse tipo de crime. Segundo ela, a entrega de cestas básicas ocorre, prioritariamente, nas unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), sendo as visitas domiciliares realizadas apenas em casos excepcionais, quando há comprovada impossibilidade de locomoção do beneficiário.
Em nota oficial, a Prefeitura de Porto Velho informou que, ao tomar conhecimento dos fatos, acionou imediatamente a Polícia Civil, reforçando a parceria institucional na proteção da comunidade. O município esclareceu ainda que todas as visitas feitas pela SEMASF são previamente agendadas, não incluem registros fotográficos dos beneficiários e que os servidores não utilizam camisetas brancas durante os atendimentos. A recomendação é que qualquer dúvida seja confirmada diretamente junto ao CRAS.
A Polícia Civil orienta que qualquer tentativa ou ocorrência seja registrada imediatamente por meio de boletim de ocorrência. Os crimes podem ser enquadrados como estelionato, falsa identidade e fraude eletrônica, com agravante quando a vítima é pessoa idosa.