Mulher com medida protetiva tem que ficar escondida para garantir sua proteção e a dos três filhos
Foto: Divulgação
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Uma moradora de Candeias do Jamari tem vivido praticamente escondida, há quase 07 meses, junto com 03 filhos pequenos. A mulher está com medida protetiva em um abrigo da capital desde o mês de abril e mesmo tendo conseguido na justiça o direito de remoção para o Rio Grande do Sul, onde vivem seus familiares, ela não consegue sair de Porto Velho.
A mulher ainda não fez a viagem porque a Semasf (Secretaria Municipal de Assistência Social e Família) não forneceu as passagens, desrespeitando uma determinação do juiz do 2º Juizado de Violência Familiar e Doméstica contra a Mulher.
No despacho, o juiz Álvaro Kalix Ferro expressa preocupação com a situação da família. “A casa onde a mulher e as crianças estão não tem cunho permanente e por isso devem ser feitos todos os esforços para melhor atender à mulher vítima de violência doméstica e familiar juntamente com seus familiares”, disse o magistrado no documento.
A decisão do juiz é de 04 de outubro. Cada dia que passa sem uma solução por parte da prefeitura, mãe e filhos ficam cada vez mais desesperados com a situação. A mulher não consegue trabalhar porque tem conhecimento de que o ex-marido estaria tentando encontrá-la e por isso não sai para a rua.
NA ESTRADA
A mulher morava em Ouro Preto do Oeste quando teria sido agredida pelo ex-marido que a largou abandonada na BR-364 junto com os filhos. Ela e as crianças caminharam por vários quilômetros até chegar em um posto e ligar para a polícia pedindo socorro.
A mulher contou ainda na justiça que ficou 15 dias escondida fugindo do ex-marido até conseguir um advogado e se apresentar à justiça. Embora o local onde ela se encontra com as crianças seja sigiloso e garanta uma pouco de segurança, a mulher vive com medo de ser localizada já que teria sido informada que o ex-marido está lhe procurando.
BUROCRACIA
O Secretário da Secretaria Municipal de Assistência Social e Família, Claudir Rocha, informou que as passagens para a mulher e as crianças não foram liberadas ainda por questões burocráticas.
Claudir garantiu que até o dia 10 do mês que vem, a família já poderá viajar. Enquanto isso a mulher e seus filhos terão que suportar o maior dos pesadelos. Viver escondida sem ao menos poder olhar para fora da janela.
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