A polícia roraimense já descartou a suspeita de que os quatro homens presos na segunda-feira à tarde, na BR-174, perto de Manaus (AM), com R$ 500 mil e três quilos de ouro em barra seriam os assaltantes da agência do Banco do Brasil no Município de Rorainópolis.
A informação foi passada pelo delegado Ronaldo Sciotti que, sem falar em valores, informou que o dinheiro roubado do banco não somaria a cifra apreendida com os presos e que no local também não existia ouro em barra, que também foi apreendido com os quatro.
A Folha fez contato com a Superintendência da Polícia Federal em Manaus - para onde Raimundo Costa Silva Filho, Edson Bitencourt, Luiz Vieira da Rocha e Sebastião Lopes da Silva foram levados depois de presos por policiais rodoviários do Amazonas. A informação era de que eles continuavam recolhidos na carceragem do órgão.
Foram solicitadas informações sobre qual procedimento seria adotado pela polícia, qual crime eles estavam sendo incursos, mas até o fechamento da matéria, às 19 horas, não havia chegado a resposta via e-mail como foi acertado.
Os quatro foram parados no posto da Polícia Rodoviária Federal no km 43 e, durante a revista na bagagem, os policiais encontraram os R$ 500 mil mais as barras de ouro. Na ocasião, o motorista teria informado que apenas tinha dado carona para os outros três que estavam com o carro deles no “prego” próximo da reserva indígena Waimiri/Atroari, que divide os estados de Roraima e Amazonas.
Já os outros citados, confirmaram a história contada pelo motorista e disseram que não o conheciam. Eles contaram que o caminhão-baú em que andavam tinha quebrado próximo do Jundiá e eles pegaram carona com Sebastião.
Os policiais foram verificar a informação dos acusados e localizaram o caminhão quebrado na estrada, no entanto, ao abrirem o baú, encontraram um veículo pequeno dentro.
Raimundo Costa Silva Filho, Edson Bitencourt e Luiz Vieira da Rocha afirmaram que o dinheiro era proveniente do garimpo. Como o ouro encontrado estava ainda em formato artesanal, ou seja, não estava lapidado e sem nenhum logotipo de banco ou casa especializada no tratamento do metal, a versão de que os R$ 500 mil seriam do garimpo ganhou sentido.
Os quatro acusados foram levados para a PF em Manaus e o dinheiro mais o ouro foi encaminhado à Caixa Econômica Federal para ser guardado até que tudo seja esclarecido, enquanto os presos permanecem detidos.