À frente da administração do Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira, da UPA e do Instituto do Rim de Vilhena, a Organização Social de Saúde (OSS) Grupo Chavantes (Santa Casa de Misericórdia de Chavantes) tem transformado o cenário da saúde pública no município. Após conquistar selos inéditos de qualidade no estado, a instituição agora busca reconhecimento internacional, ao mesmo tempo em que vem a público esclarecer boatos recentes sobre repasses financeiros e atestar a normalidade dos serviços prestados à população.
Certificações inéditas e padrão internacional
Superando problemas crônicos que historicamente afetavam a saúde local, o Hospital Regional de Vilhena atingiu um marco ao conquistar, sob a gestão do Grupo Chavantes, a Certificação de Qualidade ONA (Organização Nacional de Acreditação) nível 1 em 2023, sendo recertificada em 2024. Com o feito, a unidade se tornou o primeiro hospital — público ou privado — de Rondônia a obter tal certificação de excelência.
Avançando em seu padrão de qualidade, a Santa Casa de Chavantes é agora a primeira instituição do gênero no Brasil a buscar a certificação internacional da ACSA (Agência de Calidad Sanitaria de Andalucía), uma das acreditações europeias de maior relevância mundial.
O desempenho da OSS baseia-se em um modelo focado em metas e indicadores. Letícia Bellotto Turim, presidente do Grupo Chavantes, explica que o diferencial está na ausência de burocracia excessiva e na agilidade para resolver as questões cotidianas. "A proposta da nossa instituição é unir eficiência administrativa ao cuidado humanizado", destaca a presidente.
Esclarecimento sobre repasses e fake news
Apesar dos saltos de qualidade, a OSS precisou emitir recentemente uma nota oficial para rebater informações divulgadas por um parlamentar municipal nas redes sociais, que alegava atrasos nos pagamentos da unidade.
A instituição esclareceu que, por ser uma entidade filantrópica sem fins lucrativos, não possui receitas próprias e atua por meio de contratos com o Poder Público, dependendo exclusivamente dos repasses do Estado e do Município para pagar profissionais, fornecedores e adquirir insumos. A direção enfatizou que "não recebeu integralmente os recursos e repasses necessários ao cumprimento de todas as obrigações" e rechaçou o que classificou como uma "tentativa vil" e de "uso político" para desacreditar o trabalho sério feito nos últimos três anos, apenas para "gerar likes".
A nota oficial tranquilizou os moradores de Vilhena, garantindo que o Hospital Regional segue funcionando dentro da estrita normalidade e que nenhum paciente está desassistido. A OSS também negou os rumores sobre a debandada de profissionais: "Nenhum médico manifestou o desejo de se desligar da instituição e todos continuam exercendo suas funções normalmente", garantiu a Santa Casa, acrescentando que, assim que o poder público repassar os valores devidos, a instituição quitará imediatamente as pendências com os profissionais remanescentes.