Os moradores de Rolim de Moura (RO) pagarão mais caro pelos serviços de saneamento básico. A Agência Reguladora do Município (Agerrom) autorizou a aplicação de um reajuste tarifário automático de 5,19% nas contas de água e esgoto operadas pela concessionária Águas de Rolim de Moura Saneamento SPE Ltda. A alteração foi oficializada pela Resolução Normativa Nº 002/2026, publicada no Diário Oficial dos Municípios (Arom) com vigência imediata a partir da publicação.
O reajuste abrange o período contábil de maio de 2025 a abril de 2026. Conforme estudo econômico aprovado pela agência reguladora, o aumento final de 5,19% decorre de um cálculo de juros compostos que une duas variáveis: a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) no período, que foi de 0,61%, somada à correção de 4,55% já prevista no 1º Termo Aditivo do Contrato de Concessão do município.
Com a aplicação da fórmula, a tarifa referencial de água base passou a ser fixada em R$ 6,90.
Impacto no bolso
A estrutura de cobrança é dividida por classes e faixas de consumo por metro cúbico (m³). Com as mudanças, os valores básicos atualizados para o cidadão rolimourense passam a ser os seguintes:
— Classe social (consumo até 10 m³): o valor da água foi estipulado em R$ 3,45/m³, enquanto a taxa de esgoto ficou em R$ 1,48/m³.
— Classe residencial comum (0 a 10 m³): o valor cobrado passa a ser de R$ 6,90/m³ para a água e R$ 2,96/m³ para o esgoto.
O valor é escalonado. Para famílias da classe residencial que ultrapassarem os 50 m³ de consumo, por exemplo, a cobrança salta para a faixa máxima, custando R$ 16,58/m³ (água) e R$ 7,12/m³ (esgoto).
O setor produtivo também sentirá o impacto. Para pequenos e médios empresários (comercial 1), a tarifa inicial de água na primeira faixa (até 10 m³) foi a R$ 8,38/m³. Já para o setor industrial, a base (até 10 m³) saltou para R$ 16,75/m³ (água) e R$ 7,21/m³ (esgoto).
Serviços complementares
Além do consumo que chega às torneiras, as taxas cobradas por serviços operacionais prestados pela concessionária ganharam uma nova tabela.
Quem tiver o fornecimento suspenso e solicitar a religação no cavalete pagará uma taxa de R$ 61,46 (ou R$ 133,94 caso a religação ocorra no ramal). Se o corte exigir religação direta na rede de asfalto, o valor sobe para R$ 705,42.
Já uma simples solicitação de vistoria de vazamento foi precificada em R$ 55,11, enquanto a substituição do hidrômetro comum (padrão de 3/4" e 3m³/h) não sai por menos de R$ 685,67. A tabela prevê ainda multas rigorosas por irregularidades, como fraudes nos hidrômetros ("gatos") ou violação do corte, cujas infrações básicas podem superar R$ 1,1 mil.