O novo modelo de agronegócio agrega automação e engenharia resultando em qualidade e produtividade
Foto: Yangxiang
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A China está apostando em um modelo de produção que parece saído de um filme futurista: granjas verticais instaladas em edifícios de vários andares para criar milhares de suínos.
A proposta é concentrar uma grande quantidade de animais em uma área reduzida, utilizando estruturas automatizadas para controlar praticamente todos os detalhes da produção. Sistemas monitoram alimentação, fornecimento de água, temperatura e ventilação.
Em algumas unidades, os animais podem ser transportados entre os pavimentos por meio de elevadores específicos, permitindo que toda a operação seja realizada dentro do próprio edifício.
Um dos projetos que mais chama atenção está em Ezhou, na província de Hubei, onde um complexo de 26 andares foi projetado para a produção de suínos em larga escala.
A expansão desse modelo ganhou força depois dos impactos provocados pela Peste Suína Africana, que afetou fortemente a suinocultura chinesa.
Com isso, aumentou a busca por instalações capazes de oferecer maior controle sanitário e eficiência produtiva.
Além de economizar espaço, as granjas verticais podem facilitar o controle das condições ambientais e contribuir para medidas de biossegurança.
Entretanto, o sistema também exige estruturas altamente eficientes para ventilação, manejo, tratamento de resíduos e controle de doenças.
A tecnologia já desperta interesse em outros países e mostra uma tendência de transformação da pecuária por meio da automação e da engenharia.
No modelo tradicional, os porcos ficam espalhados pelo terreno.
Na China, a ideia é diferente: levar a suinocultura para dentro de prédios e produzir em vários andares.
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