CRIMES PATRIMONIAIS: Roubos caem no Brasil, mas Porto Velho tem alta taxa de furtos de celulares

O Brasil registrou 308.723 roubos em 2025, uma redução de 18,6% em relação ao ano anterior

CRIMES PATRIMONIAIS: Roubos caem no Brasil, mas Porto Velho tem alta taxa de furtos de celulares

Foto: Divulgação

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A criminalidade patrimonial apresentou queda em praticamente todos os principais indicadores no Brasil em 2025, mas Rondônia aparece em posição de alerta quando o assunto são roubos e furtos de celulares.
 
Porto Velho registrou a sexta maior taxa do país, com 1.123,2 ocorrências por 100 mil habitantes, segundo a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
 
No cenário nacional, o roubo de veículos caiu 20,6% em 2025.
 
Também houve redução de 23,4% nos roubos contra transeuntes, de 18,3% em estabelecimentos comerciais, de 35,5% em instituições financeiras, de 19,9% em residências e de 19,8% nos roubos de carga.
 
Entre os crimes envolvendo celulares, o Brasil registrou 308.723 roubos em 2025, uma redução de 18,6% em relação ao ano anterior.
 
Já os furtos cresceram 0,9%, chegando a 483.561 ocorrências. Somadas as duas modalidades, foram 792.284 registros, queda de 7,7% em relação a 2024.
 
 
Porto Velho entre as maiores taxas do país
 
Apesar da tendência nacional de queda, Porto Velho aparece entre as cidades brasileiras com maior incidência de roubos e furtos de celulares.
 
A capital de Rondônia ocupa a 6ª posição nacional, atrás de São Luís (MA), Belém (PA), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Lauro de Freitas (BA).
 
Porto Velho registrou taxa de 1.123,2 aparelhos subtraídos por 100 mil habitantes em 2025.
 
A taxa não representa o número absoluto de aparelhos roubados ou furtados, mas permite comparar municípios de tamanhos diferentes.
 
O indicador coloca a capital rondoniense acima de Manaus, que aparece na sétima posição, com taxa de 1.107,1 ocorrências por 100 mil habitantes.
 
 
 
Rondônia já vinha apresentando redução
 
Os dados anteriores do Anuário mostram que Rondônia havia registrado uma redução significativa nos crimes envolvendo celulares.
 
Em 2024, foram contabilizadas 11.478 ocorrências de roubo e furto de celulares, contra 13.834 em 2023, uma queda de 17,3%.
 
Naquele ano, o estado registrou 5.940 roubos de celulares, redução de 23,6%, e 5.538 furtos, queda de 9,4%.
 
No total, a taxa estadual passou de 794,9 para 657,3 ocorrências por 100 mil habitantes.
 
Os números mostram, portanto, uma situação que merece atenção: Rondônia vinha reduzindo os registros estaduais, mas sua capital permanece entre os municípios brasileiros com maior taxa de subtração de celulares.
 
 
Golpes mudam o perfil dos crimes patrimoniais
 
Outro destaque do levantamento é o avanço dos estelionatos. O Brasil registrou 2.261.055 ocorrências em 2025, alta de 429,8% em relação a 2018.
 
O crescimento indica uma transformação do crime patrimonial, com golpes e fraudes digitais ganhando espaço em relação aos crimes presenciais tradicionais.
 
O cenário, portanto, é de redução dos roubos tradicionais, mas de permanência de problemas importantes relacionados aos celulares e de forte expansão dos crimes de fraude.
 
Em Rondônia, a situação de Porto Velho reforça que a queda nacional dos indicadores não significa redução uniforme da criminalidade em todas as cidades.
Direito ao esquecimento
Carlos Alberto - 31/07/2026 21:02
Os tomado de cervejinha do persona non grata.

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