FATO INÉDITO: SUS realiza telecirurgia robótica a longa distância entre Porto Velho e Barretos

A iniciativa busca reduzir uma das principais barreiras da saúde pública no Brasil: a distância entre pacientes de regiões remotas e centros especializados

FATO INÉDITO: SUS realiza telecirurgia robótica a longa distância entre Porto Velho e Barretos

Foto: Erasmo Salomão/MS

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Procedimento inédito conectou médicos de Rondônia e São Paulo a quase 2,7 mil quilômetros para tratar paciente com câncer; ministro Alexandre Padilha destacou avanço tecnológico no sistema público de saúde
 
O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou nesta terça-feira (30) a primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância do Brasil. O procedimento conectou, em tempo real, equipes médicas do Hospital de Amor Amazônia, em Porto Velho (RO), e do Hospital de Amor, em Barretos (SP), permitindo que especialistas atuassem remotamente em uma cirurgia contra o câncer em um paciente da região Norte. 
 
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em suas redes sociais. Segundo ele, a iniciativa representa um marco para o SUS ao permitir que profissionais localizados a mais de 2,5 mil quilômetros de distância controlem equipamentos cirúrgicos em tempo real. 
 
A cirurgia foi realizada em um paciente com neoplasia maligna do reto. A equipe em Porto Velho ficou responsável pelo acompanhamento presencial, assistência ao paciente e posicionamento do equipamento robótico. Já os especialistas em Barretos monitoraram o procedimento e puderam comandar os instrumentos cirúrgicos remotamente. 
 
 
 
Tecnologia aproxima especialistas de pacientes da Amazônia
 
A iniciativa busca reduzir uma das principais barreiras da saúde pública no Brasil: a distância entre pacientes de regiões remotas e centros especializados.
 
Para o Ministério da Saúde, a telecirurgia robótica permite ampliar o acesso a procedimentos de alta complexidade sem que pacientes precisem se deslocar para grandes centros médicos. 
 
“Estamos construindo uma revolução tecnológica no SUS, combinando conectividade, formação de profissionais e financiamento para ampliar o acesso à cirurgia robótica”, afirmou Alexandre Padilha. 
 
O procedimento entre Rondônia e São Paulo foi realizado com uma estrutura tecnológica preparada para garantir segurança e estabilidade. Foram utilizadas conexões independentes de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada por VPN para manter a comunicação em tempo real entre o cirurgião e o equipamento. 
 
Hospital de Amor marca avanço para o SUS
 
A cirurgia foi conduzida pelo Hospital de Amor, instituição filantrópica referência nacional em tratamento oncológico e com atendimento gratuito pelo SUS. A conexão entre as unidades de Barretos e Porto Velho foi criada para ampliar o uso de tecnologia de ponta na rede pública. 
 
Além do tratamento do paciente, a iniciativa também tem objetivo de fortalecer a capacitação de profissionais de diferentes regiões, permitindo troca de conhecimento entre equipes especializadas e hospitais distantes dos grandes centros. 
 
Rondônia entra no mapa da cirurgia robótica
 
A escolha de Porto Velho como ponto inicial do projeto tem relação com os desafios geográficos da Região Norte, onde grandes distâncias ainda dificultam o acesso a serviços médicos especializados.
 
Com a telecirurgia, um paciente atendido em Rondônia pode receber suporte de especialistas de referência nacional sem precisar viajar para outro estado.
 
O Ministério da Saúde informou que a expansão da cirurgia robótica no SUS será gradual, priorizando hospitais habilitados em oncologia, com estrutura adequada e capacidade técnica para realizar os procedimentos. 
 
Novo modelo pode transformar atendimento especializado
 
A telecirurgia robótica combina três áreas: medicina de alta precisão, conectividade digital e treinamento especializado.
 
A expectativa é que, com a ampliação da infraestrutura, outros hospitais possam participar da rede e utilizar a tecnologia para levar procedimentos complexos a pacientes que vivem longe dos grandes centros urbanos. 
 
O procedimento realizado entre Porto Velho e Barretos representa um novo capítulo na digitalização da saúde pública brasileira e coloca Rondônia como parte de um dos primeiros projetos nacionais de cirurgia robótica à distância dentro do SUS.
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