PESQUISA EMBRAPA: PANCs ganham espaço no mercado com variedades resistentes ao calor de até 40°C

As PANCs são plantas com alto valor nutricional que, apesar de serem utilizadas em algumas regiões do país, ainda não fazem parte do consumo cotidiano

PESQUISA EMBRAPA: PANCs ganham espaço no mercado com variedades resistentes ao calor de até 40°C

Foto: Reprodução

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Após anos restritas a pequenos produtores, pesquisas acadêmicas e cultivos informais, as Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) começam a conquistar espaço na agricultura comercial brasileira.
 
O avanço ocorre com o lançamento das primeiras cultivares registradas desse grupo pela Embrapa, desenvolvidas a partir de materiais genéticos preservados há mais de duas décadas pela instituição.
 
Entre as novas variedades estão a bertalha BRS Tereverde e o caruru BRS Ilekalu, espécies que receberam identidade genética definida, padrões de qualidade e orientações técnicas de cultivo validadas cientificamente, permitindo maior segurança para produtores interessados em ampliar a produção.
 
As PANCs são plantas com alto valor nutricional que, apesar de serem utilizadas em algumas regiões do país, ainda não fazem parte do consumo cotidiano da maioria dos brasileiros. Entre exemplos conhecidos estão espécies como ora-pro-nóbis e taioba.
 
Plantas adaptadas ao clima e com potencial comercial
 
O crescimento do interesse pelas PANCs ocorre em um cenário de busca por alimentos mais nutritivos e por culturas agrícolas capazes de enfrentar temperaturas elevadas.
 
A bertalha BRS Tereverde se destaca pela resistência ao calor, suportando temperaturas de até 40°C. A variedade pode alcançar produtividade entre 40 e 60 toneladas por hectare, ampliando as possibilidades para agricultores que enfrentam condições climáticas mais severas.
 
Já o caruru BRS Ilekalu chama atenção pelo alto teor de proteínas presentes nas folhas, característica que aumenta seu potencial como alternativa alimentar e como opção para diversificação da produção rural.
 
Nova oportunidade para agricultores familiares
 
A expectativa é que as novas cultivares ajudem a estruturar uma cadeia produtiva das PANCs no Brasil, principalmente entre agricultores familiares e pequenos produtores.
 
Além de ampliar a oferta de alimentos diferenciados no mercado, o cultivo dessas espécies pode representar uma nova fonte de renda no campo, aproveitando plantas adaptadas às condições brasileiras e com potencial nutricional elevado.
 
Com a entrada das primeiras variedades comerciais, as PANCs deixam gradualmente de ser apenas alternativas regionais e passam a ocupar espaço como uma possibilidade estratégica para a agricultura do futuro.
 
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