SEM PLANO: Seduc admite ao MP que ainda não sabe como repor aulas perdidas na Mediação Tecnológica

Órgão cobrou urgência na criação de uma estratégia formal; secretaria estuda instituir sábados letivos e simulados para medir o prejuízo aos estudantes

SEM PLANO: Seduc admite ao MP que ainda não sabe como repor aulas perdidas na Mediação Tecnológica

Foto: Ésio Mendes - SECOM Rondônia

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Os estudantes da rede estadual de Rondônia afetados pela interrupção das aulas por mediação tecnológica ainda não têm garantias claras de como recuperarão o conteúdo perdido. Durante uma reunião com o Ministério Público de Rondônia (MPRO) nesta segunda-feira (15), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) admitiu que ainda não possui um plano formal de recomposição da aprendizagem para os alunos prejudicados pelo "apagão" na plataforma.
 
Segundo os representantes da pasta, incluindo o secretário estadual de Educação, Massud Jorge Badra Neto, uma estratégia pedagógica ainda "está em construção" para ser integrada ao plano de contingência atual.
 
Enquanto o documento não é finalizado, a secretaria informou aos promotores que estuda adotar medidas como a aplicação de simulados diagnósticos para verificar o real impacto no aprendizado,  e avalia a necessidade de convocar os alunos para repor as aulas aos sábados.
 
O apagão na rede de mediação durou cerca de dois dias e, conforme a própria Seduc reconheceu, não foi causado por falhas tecnológicas, mas sim por má gestão contratual. Uma sucessão de contratos emergenciais e a lentidão na conclusão de um novo processo licitatório levaram a empresa de produção audiovisual a manifestar a intenção de paralisar os serviços, afetando todo o sistema de ensino mediado do estado.
 
Cobrança 
 
A ausência de um direcionamento consolidado para a reposição das aulas gerou cobranças diretas do Grupo de Atuação Especial da Educação (Gaeduc), que conduziu a reunião por meio da promotora de Justiça Luciana Ondei Rodrigues Silva.
 
Para o MPRO, é fundamental não apenas a retomada plena dos serviços, mas a garantia de que os alunos não ficarão com lacunas educacionais. 
 
Ao final do encontro, o Ministério Público exigiu que a Seduc envie o plano de recomposição de aprendizagem devidamente formalizado, além de um diagnóstico claro dos impactos causados pela interrupção. 
 
O órgão também cobrou um protocolo de contingência para crises futuras e um relatório detalhado sobre o imbróglio contratual que deixou os alunos desconectados.
 
Enquanto a situação não é resolvida em definitivo, a Seduc informou que as atividades seguem em formato alternativo, com o encaminhamento de conteúdos aos estudantes pela plataforma Avamec.
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