Nova invasão em uma área tombada da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), na região conhecida como Bate-Estaca, entre os quilômetros 3,5 e 4, em Porto Velho, é alvo de denúncias junto aos órgãos de fiscalização. A Associação dos Ferroviários da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (Asfemm) lamenta o abandono do poder público que favorece a ocupação irregular de área tombada como patrimônio histórico e cultural.
Durante fiscalização no local, a equipe da Asfemm identificou uma nova cerca e sinais de presença humana. O caso voltou ao Ministério Público Federal (MPF), após nova representação da Asfemm protocolada na quinta-feira (12), solicitando providências diante da continuidade da ocupação e de supostos danos ao patrimônio histórico, cultural e ambiental.
Segundo a denúncia apresentada por representantes ligados à preservação da EFMM, a área pertence ao patrimônio da União e também possui proteção por tombamento estadual, envolvendo a antiga linha férrea e estruturas históricas da região.
A representação relata que moradores estariam ocupando o local e que uma construção teria sido levantada sobre máquinas, vagões e trilhos pertencentes ao acervo histórico da ferrovia. O documento aponta ainda que o avanço da ocupação estaria causando danos e descaracterização do patrimônio.
A denúncia também menciona supostas ameaças durante tentativas de fiscalização e registros jornalísticos no local. O presidente da Asfemm, George Telles, afirma que já havia buscado providências anteriormente junto aos órgãos responsáveis, mas que a situação permanece sem solução.
O caso agora está novamente sob análise do Ministério Público Federal, que poderá adotar medidas para apurar responsabilidades e garantir a proteção da área considerada patrimônio histórico da Amazônia.
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é um dos principais símbolos históricos de Rondônia, construída no início do século XX e ligada ao processo de ocupação e desenvolvimento da região amazônica.