Sindicância interna começou em 2022 devido à denúncias que servidores do Judiciário rondoniense tinham grupo racista de Whatsapp
Foto: Reprodução
Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.
Em 2022 foi iniciada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia uma investigação interna para apurar as ações e os servidores do Judiciário que faziam parte de um grupo de Whatsapp chamado ‘Black List’. Nele, os membros expunham mensagem de teor racista em relação a colegas de diferentes raças e teria surgido após uma resolução da Corte que reservada 50% dos cargos comissionados e das funções gratificadas dentro da instituição para pessoas pretas e pardas.
Na época dos fatos, o desembargador Marcos Alaor Diniz, que presidia do TJ-RO, disse que havia sido informado do grupo Whatsapp e determinado uma sindicância interna. Ele afirmou que a denúncia mereceria investigação e que os envolvidos deveriam ser punidos.
Passados quatro anos do começo da investigação, a reportagem procurou o Tribunal de Justiça rondoniense e questionou sobre o resultado da sindicância em cima do grupo ‘Black List’. A assessoria de comunicação da instituição informou que não obteve o resultado da investigação interna e nem se houve alguma punição dos envolvidos.
Sem respostas
Essa falta de reposta tem gerado manifestações por parte instituições de fora do Estado de Rondônia como a Educafro, voltada para a formação educacional de pessoas negras; Rede Lawfare Nunca Mais; Ministério da Igualdade Racial; e também do Instituto de Defesa da População Negra (IDPN).
Todas essas entidades protocolaram ofício ao TJ-RO exigindo respostas sobre a sindicância que apurou as supostas condutas racistas de servidores do Poder Judiciário local. Porém, até o momento, a Corte não se manifestou e o episódio continua envolto em mistério.
Esses questionamentos ocorrem em um momento em que a Corte rondoniense tem chamado a atenção nacional para o caso do ex-juiz negro, José Robson, que foi demitido do cargo, faltando menos de uma semana para alcançar a vitaliciedade, que é a estabilidade no cargo, concedida aos juízes de Direito. O processo, segundo Robson, está envolto em uma série de falhas que ele denunciou como a aplicação do racismo institucional para tirá-lo da magistratura local.
O TJRO ao ser perguntado sobre esse caso informou, através da assessoria de Comunicação, “que todo o Processo Administrativo transcorreu em total observância aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. que todo processo seguiu todos os trâmites”.
Acesse sua conta do Rondoniaovivo.com e faça seu comentário