REAJUSTE RELÂMPAGO: Suspeita de cartel ressurge após aumento repentino da gasolina na capital

O preço subiu de uma só vez em quase todos os postos

REAJUSTE RELÂMPAGO: Suspeita de cartel ressurge após aumento repentino da gasolina na capital

Foto: Freepik

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A suposta existência de um esquema de cartelização entre postos de combustíveis em Porto Velho (RO), que já chegou a ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores, voltou ao centro do debate público após os porto-velhenses se depararem, da noite para o dia, com um aumento repentino no preço do litro da gasolina.
 
Nesta quarta-feira (11), o consumidor que foi dormir com o litro da gasolina em valor médio abaixo de R$ 7 acordou com a maioria dos postos cobrando cerca de R$ 0,30 a mais. Em alguns estabelecimentos, o litro do combustível chegou a R$ 7,40.
 
Para proprietários de postos, a justificativa para o aumento estaria relacionada ao risco de escassez de gasolina em razão do cenário internacional envolvendo o Irã, situação que teria elevado o valor do combustível no mercado e impactado o preço do produto estocado nos reservatórios, mesmo tendo sido adquirido anteriormente por valores inferiores.
 
Um dos fatores que mais chamou a atenção da população é que o reajuste ocorreu justamente no momento em que o Governo Federal do Brasil anunciou a isenção de impostos, zerando a alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel.
 
Vale destacar que o relatório final da CPI dos Combustíveis de Porto Velho, encaminhado para apuração do Ministério Público do Estado de Rondônia, apontou indícios considerados “alarmantes” de cartelização no setor. O documento também destacou que, mesmo quando ocorriam reduções de preços nas refinarias ou distribuidoras, o alívio financeiro raramente chegava ao consumidor final na mesma proporção.
 
A fiscalização dos preços praticados nos postos para identificar possíveis abusos é de responsabilidade de órgãos como o Procon de Rondônia e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
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