Brasil tem melhor posição em ranking global de inflação desde 2008

Organização das contas públicas e da economia foram determinantes para evolução do País

Brasil tem melhor posição em ranking global de inflação desde 2008

Foto: Divulgação

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Com a reorganização da economia, o Brasil voltou a crescer e, ao mesmo tempo, registrou o menor nível de inflação desde os anos 1990. Segundo levantamento do portal Governo do Brasil, esse novo cenário, além de beneficiar a população, melhorou a posição do País em um ranking global de inflação. Entre 2015 e 2018, foram sete posições nessa lista.

 

Para chegar a esse ranking, o portal levantou e comparou informações de inflação em 38 países entre os anos de 1994 e 2018. Os dados foram coletados por meio do site internacional Global-Rates. De acordo com essa pesquisa, o Brasil passou da posição 37 em 2015 para a 30 em 2018.

 

O posto é o melhor em dez anos, já que em 2008 o Brasil teve uma posição melhor que essa, quando ficou como a 29ª inflação do mundo. A taxa que melhorou o rankeamento do País é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses até março, que ficou em 2,68%. Esse número é semelhante ao de alguns países desenvolvidos, como Islândia e Grã-Bretanha.

 

Evolução do Brasil

 

Especialistas ponderam que essa movimentação no ranking também depende do comportamento dos outros países, mas eles avaliam, no entanto, que o Brasil tem evoluído sistematicamente ao longo dos anos.

 

Uma inflação em nível baixo, sem grandes oscilações, é determinante para o desenvolvimento de um país por permitir um melhor planejamento financeiro da população e incentivar o consumo e os investimentos.

 

“O Brasil evoluiu muito. Historicamente falando, evoluiu exponencialmente”, afirma o pesquisador Pedro Guilherme Costa Ferreira. Ele é responsável por estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) que medem a expectativa de inflação do consumidor. “Nos últimos 25 anos, com o Plano Real e com alguns altos e baixos, a gente tem controlado muito bem os nossos preços”, argumenta.

 

“O principal ponto é que os consumidores superestimam a inflação, tendem a superestimar e entender que de maneira geral está com inflação maior do que realmente ela é", afirma Pedro Guilherme Costa Ferreira, pesquisador da FGV.

 

Ferreira explica que o consumidor tem dificuldades para entender que inflação baixa não significa queda de preços. Ele ensina que inflação é alta de preços, mesmo que pequena. Para se chegar ao IPCA, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) faz uma média ponderada da evolução de preços importantes para as famílias brasileiras.

 

Era da inflação galopante

 

Ferreira compara o Brasil de hoje com o dos anos 1980 e 1990, quando os preços subiram de forma descontroladas e, em alguns períodos, chegaram a variar mais de 100% em um único mês. Segundo ele, um cenário que ficou totalmente no passado.

 

As pesquisas de Ferreira, no entanto, mostram que a percepção do consumidor sobre os preços é diferente. Ele sempre acha que a inflação é maior do que realmente é. Enquanto o índice oficial está entre 2,6% e 2,8%, as pessoas, quando perguntadas, acreditam que a taxa está em 5%. “O principal ponto é que os consumidores superestimam a inflação, tendem a superestimar e entender que de maneira geral está com inflação maior do que realmente ela é”, afirma. 

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