"A Emater está fortalecendo as ações de assessoramento, supervisão e monitoramento das aplicações dos recursos de crédito rural no estado”. Foi assim que o diretor de Operações da Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater), José Tarcísio Batista Mendes justificou a realização do Curso de Crédito Rural realizado no período de 1 a 4 de abril, no auditório do Centro de Treinamento da Emater. O curso reuniu os responsáveis técnicos na área de cada região, para discutir a qualificação do crédito rural e apresentar o novo sistema de controle a ser implantado em parceria com a Emater do Rio Grande do Sul.
A viabilização de crédito rural é uma ação que procura estimular os investimentos rurais, garantindo o valor de custeio da produção e comercialização e favorecer o setor rural. Através do crédito rural é possível desenvolver tecnologias que promovam a melhoria da qualidade da produção de alimentos e da produtividade. Há anos que a Emater trabalha em parceria com instituições financeiras, como o Banco da Amazônia (Basa) ou Banco do Brasil, contribuindo com o agricultor na aquisição do financiamento e melhor utilização em sua propriedade. “Nos últimos anos a Emater tem viabilizado, junto com os bancos, uma média entre 50 e 100 milhões de reais ao ano, para que o agricultor possa investir em sua propriedade”, diz Antonio Lucio Hereck, um dos responsáveis pelo setor de crédito rural na Emater.
Para fortalecer o setor a Emater designou um responsável técnico para cada região administrativa assistida. Essa equipe dará assessoria, supervisionará e fará o monitoramento junto com os extensionistas de sua área de abrangência. Em parceria com a Emater-RS será implantado um sistema informatizado de monitoramento de crédito. “Isso dará condição para levantar tudo o que foi financiado; quanto financiou; qual o volume desses financiamentos e que linha de crédito foi utilizada”, diz José Tarcísio.
Com a implantação do novo sistema a Emater pretende fortalecer o setor de crédito rural acompanhando a sua utilização e a boa aplicação desses recursos, que tem que ser bem utilizado e dar o seu retorno à sociedade, ou seja, garantir a melhoria da qualidade de vida do agricultor.