O ministro da Defesa, Waldir Pires, reconheceu nesta terça-feira que a Aeronáutica falhou na manutenção de equipamentos do controle de tráfego aéreo no Cindacta 1 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), em Brasília. De acordo com Pires, as falhas estão sendo corrigidas, mas a Aeronáutica deveria ter agido de forma preventiva.
*Segundo o ministro, a prioridade para o governo federal é garantir a tranqüilidade e a segurança dos passageiros que compraram bilhetes aéreos.
*O ministro disse que "tudo vai correr bem" nos feriados de Natal e Ano Novo nos aeroportos brasileiros.
*Demissão
*Questionado sobre a sua possível saída do Ministério da Defesa, Pires disse apenas que a decisão é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Quem decide isso é o presidente", afirmou.
*O ministro também evitou fazer comentários sobre o possível afastamento do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, como conseqüência do recente caos aéreo.
*Crise
*No final de outubro os passageiros enfrentam atrasos nos principais aeroportos do país. Inicialmente, os problemas foram causados pela chamada operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo, que, de forma isolada, decidiram aumentar o espaçamento entre as decolagens. O objetivo seria garantir a segurança dos vôos, após o acidente com o Boeing da Gol, que causou a morte dos 154 ocupantes.
*O setor entrou em colapso na madrugada do último dia 2 de novembro, feriado de Finados. No dia 14 do mesmo mês, véspera do feriado da Proclamação da República, grandes atrasos voltaram a ser registrados nos principais aeroportos do país. Na ocasião, os problemas seriam resultado da falta de controladores no Cindacta 1, em Brasília.
*Entre os últimos dias 19 e 20 de novembro, os passageiros enfrentaram transtornos atribuídos, na ocasião, à chuva e ao efeito bola-de-neve causado pelo rompimento um cabo de fibra ótica do Cindacta 2 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo) --que coordena o tráfego na região Sul.
*No último dia 5, uma pane cortou a comunicação por rádio entre os controladores do Cindacta 1, em Brasília, e os pilotos. Com isso, passageiros voltaram a enfrentar uma série de atrasos e cancelamentos de vôos.