*Não é em todo o Brasil que a crise chegou ao setor rural e principalmente para a pecuária de corte. Em Rondônia, as notícias do setor, mesmo com todos os problemas que ele enfrenta, são muito positivas. Basta apenas um número para atestar esta afirmação: um crescimento de 72% nas exportações de carne bovina rondoniense. No restante do país, esse número não passou dos 13%. Reportagem da TV Rondônia informou, esta semana, que o setor se expande no estado, apesar das restrições por causa dos focos de febre aftosa no Mato Grosso e no Sul do país. Aqui, com a aftosa totalmente controlada, com vacinação, o crescimento do setor fica muito acima dos níveis nacionais.
*No país só Rondônia, Acre, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os únicos estados livres das restrições comerciais impostas pelo risco da aftosa. Graças a isso, o estado fechou 2005 com um aumento de 72 por cento nas exportações de carne bovina e, nos primeiros cinco meses deste ano, já exportou 11 mil toneladas. Esse número equivale a toda a exportação feita em 2004, por exemplo.
*A situação no estado reflete a expansão do setor. Em muitos casos, graças à parceria com o governo do estado; com incentivos fiscais e todo o apoio possível, já existem 12 frigoríficos com inspeção federal, que abatem cinco mil animais por dia. No total, a produção chega a 318 mil toneladas de carne. Deste número, mais de 19 mil toneladas são destinadas às exportações, principalmente para a Rússia, Arábia Saudita e Ucrânia. No mercado interno, a maior parte dda carne produzida em Rondônia vai para São Paulo.
*Na reportagem da TV Rondônia, Fábio Coelho de Araújo, chefe do setor de inspeção federal no estado, diz que “o setor sabe o que precisa ser feito para exportar ainda mais!”. Produto tem. O rebanho rondoniense hoje já ultrapassou o número de 11,5 milhões de cabeças. Com gado de qualidade.
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