FLOR DO MARACUJÁ 2026: Governo não confirma datas e gera apreensão no setor cultural de PVH

Em 2022, o evento foi cancelado por falta de patrocínio; agora, silêncio da Sejucel chega à Câmara Municipal, onde vereador cobrou resposta para os mais de 30 grupos folclóricos

FLOR DO MARACUJÁ 2026: Governo não confirma datas e gera apreensão no setor cultural de PVH

Foto: Daiane Mendonça / SECOM Rondônia

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Junho avança e a população rondoniense ainda aguarda definições sobre a edição de 2026 do tradicional Arraial Flor do Maracujá, a maior festa junina folclórica do estado. Até o momento, a organização do evento não divulgou as datas exatas, o local ou o cronograma oficial de apresentações das quadrilhas e bois-bumbás.
 
A indefinição já alcançou o cenário político. Na última sessão da Câmara Municipal de Porto Velho, o vereador Thiago Tezzari (PSD) cobrou um posicionamento público do secretário da Sejucel, Paulo Higo. "O poder público não pode ficar com o 'talvez'. No dia de hoje, mais de 30 grupos folclóricos, entre quadrilhas e bois-bumbás, não receberam por parte da Sejucel uma confirmação se teremos ou não o Flor do Maracujá este ano", alertou.
 
Em busca de respostas, o Rondoniaovivo entrou em contato com a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) e com a Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel). 11 dias atrás a reportagem solicitou esclarecimentos detalhados sobre os dias do evento, o local de montagem, o montante de recursos públicos destinados, inovações na infraestrutura e possíveis parcerias da iniciativa privada. 
 
Em resposta, a Coordenação de Conteúdo da Secom limitou-se a informar que recebeu a demanda e que retornará com um posicionamento "assim que possível". O jornal buscou a Secom via telefone, e a responsável se limitou a dizer que “vai sim ter arraial” - mas não especificou data. 
 
O silêncio do governo gera apreensão entre os juninos e bois-bumbás. O projeto cultural exige dedicação intensa; por isso, os grupos começam a ensaiar ainda em março, envolvendo figurinos complexos, coreografias e torcidas organizadas. 
 
Produtores culturais ouvidos pelo Rondoniaovivo lamentam a falta de diálogo. A indefinição frustra também os comerciantes locais, que dependem dos dias de festa para movimentar a economia da cidade.
 
Histórico de indefinições
 
Criado em 1983 a partir de apresentações improvisadas em quadras de areia, o Flor do Maracujá cresceu e se tornou um gigante da cultura nortista. A festa, porém, ainda sofre com a falta de um local fixo e estruturado. Ao longo de quatro décadas, o arraial "migrou" por vários espaços de Porto Velho, desde as proximidades da Assembleia Legislativa até o Parque dos Tanques.
 
O risco de não realização reacende o trauma de 2022. Naquele ano, a Sejucel e a Federon (Federação de Quadrilhas e Bois-Bumbás de Rondônia) cancelaram o evento em cima da hora, alegando falta de patrocínios.
 
Resta saber se a tradição será mantida em 2026 e em qual mês. Em edições passadas, devido a dificuldades estruturais semelhantes, a festa acabou transferida para o segundo semestre, a exemplo da edição anterior, realizada apenas em agosto.
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