O HOMEM DAS CASTANHAS: Nova temporada de série policial dinamarquesa já está na Netflix - Por Marcos Souza

O final tem uma outra revelação inesperada

O HOMEM DAS CASTANHAS: Nova temporada de série policial dinamarquesa já está na Netflix - Por Marcos Souza

Foto: Divulgação

Receba todas as notícias gratuitamente no WhatsApp do Rondoniaovivo.com.​

  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
0 pessoas reagiram a isso.

“O Homem das Castanhas” (Kastanjemanden/2021) foi uma das grandes séries de investigação policial lançadas pela Netflix. De origem dinamarquesa, a produção, caprichada, demorou um pouco para ganhar uma segunda temporada, que já está disponível no catálogo da plataforma desde o início de maio.

 

 

Ainda não assisti, mas revi a primeira temporada para dar um preâmbulo do que é e representa a série, uma das melhores já feitas.

 

Em linhas gerais, a segunda temporada, com seis episódios, apesar de utilizar o título de “O Homem das Castanhas”, tem como referência o título “Esconde-esconde”. O motivo é simples: para quem já assistiu à primeira temporada, sabe que os assassinatos de um serial killer tinham sempre, na cena do crime, bonequinhos feitos com castanhas. A resolução surpreendente dessa temporada tem um plot twist (reviravolta) muito bem construído e que justifica o título.

 

Então, coube agora à segunda temporada utilizar o pré-título referendando a primeira, para discorrer sobre a nova investigação que envolve a brincadeira infantil “esconde-esconde”, quando os mesmos detetives, Naia Thulin (Danica Curcic) e Mark Hess (Mikkel Boe Folsgaard), passam a investigar o desaparecimento de uma mulher que havia sido perseguida por um stalker digital. Porém, os dois acabam se enveredando por uma série de crimes sombrios que têm relação com o jogo de esconde-esconde.

 

No entanto, porém e entretantos, vou discorrer sobre a primeira temporada, que revi no último fim de semana, preparando-me para as fortes emoções da segunda temporada. Vamos seguir o fio.

 

Em 1987, numa área rural da Dinamarca, um veterano policial vai verificar a ocorrência de uma vaca que escapou de uma fazenda. Ao chegar ao local, percebe um porco jogado no quintal, morto a tiros. Quando entra na casa, um cheiro desagradável toma conta do ambiente. Logo percebe o corpo de uma adolescente na cozinha, no meio de uma poça de sangue; mais adiante, um rapaz morto; e depois uma mulher dentro da banheira. Próximo a ela, um menino sujo de sangue e ainda vivo, em choque.

 

Diante do massacre, o policial pede reforço. Indo até o porão, ele encontra uma menina debaixo da mesa, tremendo de medo. O veterano agente tenta ajudá-la até ser surpreendido por um ataque traiçoeiro.

Em cima da mesa, suja, dezenas de castanhas em formato de bonecos parecem ter vida.

 

 

Não. Apenas bonecos.

 

Encerra-se o prólogo e estamos nos dias atuais, mais de 30 anos depois. Copenhague amanhece com um crime brutal.

 

Assim começa a série de seis episódios “O Homem das Castanhas”, suspense policial que chega a ser quase um terror.

 

A série dinamarquesa traz uma história cheia de suspense sobre um serial killer que aterroriza a capital da Dinamarca, deixando, nas cenas dos crimes, ao lado de suas vítimas, um bonequinho feito com castanhas.

 

Com censura para 18 anos, “O Homem das Castanhas” é baseada no romance do escritor Søren Sveistrup, o mesmo criador da obra policial que inspirou o brilhante seriado “The Killing - Além de um Crime”  o que explica a estrutura narrativa da série ser quase idêntica, ao manter uma dupla de detetives à frente do caso e que possui problemas pessoais.

 

Naia Thulin (Danica Curcic), que fica dividida entre o trabalho e a filha, que passa a maior parte do tempo sendo criada pelo avô, e o seu novo parceiro, Mark Hess (Mikkel Boe Følsgaard)  policial que passa por problemas de adaptação após perder a esposa e a filha em um incêndio  assumem o caso e descobrem uma misteriosa evidência quando um especialista forense examina o boneco deixado na cena do crime e encontra as digitais de Kristine Hartung, filha de 12 anos da ministra dos Assuntos Sociais da Dinamarca, que foi sequestrada e dada como morta um ano antes, porém cujo corpo nunca foi encontrado.

 

 

As vítimas são sempre mulheres, que têm uma parte do corpo amputada pelo assassino. Ao longo da investigação, os policiais descobrem que elas têm algo em comum: foram mães relapsas e sofreram alguma denúncia de abuso ou violência contra crianças.

 

O que, de alguma forma, acaba envolvendo a ministra dos Assuntos Sociais, e a chave da investigação passa a ser os bonequinhos de castanhas.

 

Para quem ainda não assistiu, paro por aqui, para não estragar a experiência de se envolver na proposta muito bem-feita da estrutura narrativa da trama, com uma teia de fatos e reviravoltas que apontam suspeitos improváveis, porém com motivações que interligam personagens a traumas pessoais, onde a solução pode estar no passado, assim como as motivações do assassino.

 

O capricho da produção é notável, com clima sombrio, onde a belíssima cidade de Copenhague ajuda com um tom soturno, e a fotografia limpa passeia por longos planos e cortes rápidos, permitindo uma dinâmica entre a ação e o suspense, por vezes sufocante.

 

 

Se você assistiu a filmes clássicos como “O Silêncio dos Inocentes” e “Seven” e adora, essa série é um prato cheio. Tecnicamente brilhante.

 

O plot twist  com a virada do roteiro para identificar a verdadeira identidade do assassino  é inesperado e traz um contexto para a investigação que faz a ligação entre todos os mistérios apresentados.

 

O final tem uma outra revelação inesperada.

 

A série é importante por trazer à tona questões como pedofilia e abuso infantil, além de ter a coerência de apresentar um roteiro muito bem-feito, onde a ficção possui características da vida real, sem poupar o fôlego de quem assiste.

Direito ao esquecimento

MAIS NOTÍCIAS

Por Editoria

CLASSIFICADOS veja mais

EMPREGOS

PUBLICAÇÕES LEGAIS

DESTAQUES EMPRESARIAIS

EVENTOS

Instale o app do Rondoniaovivo.com Acesse mais rápido o site