A Sonar Filmes lança no Brasil uma co-produção nacional com a participação da Itália e Hungria, Josef Mengele – Meu Pai, Rua Alguém, 5555. Saiba mais. >>>
*A Sonar Filmes lança no Brasil uma co-produção nacional com a participação da Itália e Hungria, Josef Mengele – Meu Pai, Rua Alguém, 5555. No filme, um dos maiores atores vivos do cinema, Charton Heston (Bem-Hur/Os Dez Mandamentos), interpreta um papel polêmico, o do médico nazista Dr. Josef Mengele, o carrasco mais famoso do III Reich, morto no século passado.
Participam ainda Thomas Kretschamann (King Kong/O Pianista), F. Murray Abrahan (O Nome da Rosa/Poderosa Afrodite) e o ator brasileiro Odilon Wagner, que interpreta um dos homens de confiança do “Anjo da Morte”. Foi o mais procurado criminoso de guerra.
*A Sonar Filmes, já abriu a pré-venda do filme em DVD. O filme mexe com um tema muito delicado, que é a desmistificação de um dos maiores nomes do nazismo e questiona o que aconteceria se alguém descobrisse que o seu pai foi o pior pai do mundo. A resposta da Sonar chega às locadoras de todo o País em 23 de Outubro.
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Quem foi Josef Mengele
*A distribuidora Sonar Filmes faz questão de frisar que o filme não é uma biografia de Josef Mengele, e sim um questionamento do filho sobre as brutalidades do pai.
*No caso conta a história do filho de Mengele, Rolf, perguntando-se como pode viver durante tantos anos em companhia de um homem que cometeu tantas barbaridades. Para quem nunca conheceu a história de Mengele, uma busca foi feita para que os donos de locadoras e seus clientes possam conhecer um pouco das atividades do carrasco.
*Josef Mengele nasceu em Gunzburg, na Alemanha, em 1911. Estudou filosofia e foi diplomado em medicina na Universidade de Munique. Na Segunda Guerra, em 1942, foi condecorado por bravura militar, depois de ferir-se quando servia na Legião Alpina. Em 1943 foi promovido a oficial da SS e enviado ao mais temido campo de concentração, Auschwitz, localizado na Polônia, ocupada na época pelos nazistas.
*Neste campo que ele dirigiu entre maio de 1943 e janeiro de 1945, segundo denúncias, foram exterminadas milhares de pessoas. Pelo menos 400 mil por sua ordem ou com sua participação direta, na maioria judeus, ciganos, homossexuais e deficientes físicos.
Os poupados da morte imediata (escolhidos por ele através de um sinal de mão indicando positivo) eram enviados para o “zoológico”, os barracões onde ficavam as cobaias humanas de seus experimentos.
Entre eles, havia principalmente irmãos gêmeos, anões e portadores de deficiências físicas. Era conhecido como “ANJO DA MORTE” por suas cruéis e macabras experiências com prisioneiros.
Josef Mengele sabia ser agradável e costumava ser gentil com suas vítimas: oferecia doces às crianças e acariciava os cabelos das menininhas. Mas no instante seguinte, voltava a ser o ANJO DA MORTE, capaz de presenciar assassinatos em massa com um sorriso nos lábios.
*Como foi possível tanta maldade? Uma resposta pode estar em seus anos de formação. Na faculdade, Josef Mengele enamorou-se da genética e conheceu o Dr. Rudin, para quem os médicos tinham o devem de eliminar criaturas indesejáveis. Depois aprofundou estudos e preconceitos no instituto mais famoso em Berlim, sobre Pureza e Biologia Racial (III Reich).
*Em 1943, Mengele viu no campo de concentração a chance de subir na carreira científica. Não faltavam cobaias. Era sustentado por uma organização que protegia nazistas, chamada Odessa.
Em 17 de janeiro de 1945, fugiu de Auschwitz, escondeu-se na Alemanha até 1949, quando foi para a Argentina, um porto seguro para os nazistas.
*Viveu no Brasil de 1970 até 1979, onde morreu afogado em Bertioga, litoral paulista. Em 1985 sua ossada foi descoberta. Em 1992, um exame de DNA feio na Inglaterra, cruzado com seu filho Rolf, comprovou: a ossada era de Josef Mengele.
As locadoras de Rondônia e Acre podem agendar visitas do representante e reservar os DVD’s do lançamento pelo e-mail: luisclaro63@yahoo.com.br. Outros detalhes da produção podem ser consultadas nas Revistas Jornal do Vídeo, Edição nº 262, de setembro de 2006, p. 40 e Ver Vídeo, Edição nº 158, de setembro de 2006, p. 72.
*Depoimentos de sobreviventes
*“Ele dissecava anões vivos a fim de provar serem fruto de excessiva miscigenação de raças , amputava pernas e braços de crianças para tentar regenera-los, jogava prisioneiros em água fervente para ver o quanto suportavam”.
*“Assim que Ruth deu à luz, Mengele mandou enfaixar os seus seios... Ele queria saber por quanto tempo um recém-nascido poderia sobreviver sem alimentação”, contou Ruth. Ao cabo de seis dias, a menina agonizava. Foi quanto uma enfermeira ofereceu a ela uma injeção de morfina. “Matei minha própria filha”. Revista Isto É, de 13/02/1985.
*Mengele mostrava particular interesse por gêmeos e anões. Vera Kriegel, deportada aos 4 anos, contou que ela e a irmã gêmea tinham olhos castanhos. Intrigado pelo fato de sua mãe ter olhos azuis, Mengele durante oito semanas fez transfusões de sangue na menina.
Por fim, perdeu a paciência com a falta de resultados e, certo dia, levou-a até uma sala onde estavam alfinetados na parede olhos humanos de todas as cores, extraídos de prisioneiros eliminados, para causar-lhe pavor. Revista Isto É, de 13/02/1985.
*Tito e Nino, gêmeos de três anos, conta Vera Alexander, foram costurados juntos, um de costas para o outro. Eles gritavam de dor dia e noite, até que sua mãe conseguiu morfina e os matou. – Uma das experiências mais terríveis de Mengele destinava-se a saber quanto tempo um piloto abatido poderia sobreviver no mar gelado. Mengele escolhia prisioneiros sadios, de 18 a 25 anos, e os mergulhava em tanques de água e gelo.