SAÚDE PÚBLICA: Filha filma mãe vomitando sangue e denuncia horas de espera na UPA-Sul

Paciente aguardou por um leito desde as 4h da manhã; acompanhante afirma que médicos estavam reunidos comendo e conversando ao invés de prestar socorro

SAÚDE PÚBLICA: Filha filma mãe vomitando sangue e denuncia horas de espera na UPA-Sul

Foto: Captura de tela

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Rondoniaovivo recebeu nesta segunda-feira (15), uma denúncia sobre a qualidade do atendimento público realizado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Sul de Porto Velho (RO). Por meio de vídeos e áudios, Emili da Silva relatou o seu desespero ao acompanhar a mãe, que segundo ela aguardava por um leito desde às 4h da manhã, expelindo sangue pela boca e pelo nariz.
 
De acordo com o desabafo de Emili, a paciente só recebeu a primeira medicação para tentar conter a hemorragia por volta das 10h da manhã - e apenas depois que ela precisou "fazer um barraco" cobrando providências.
 
A equipe da unidade ainda teria tentado transferir a mulher para um posto de saúde para a realização de exames, decisão que foi fortemente contestada pela filha devido à gravidade do quadro, o que forçou a coleta de sangue no próprio local.
 
A indignação da família chegou ao limite ao presenciar a mãe cuspindo e vomitando sangue em um cesto de lixo enquanto, segundo a denúncia, a equipe médica estava reunida em uma sala comendo e conversando.
 
"Tive que sair lá de dentro porque eu não tava aguentando mais ver as médicas judiando dela sem atender. [...] E ela aqui passando mal, cuspindo sangue", desabafou Emili. Em outro trecho do vídeo, é possível ouvir a mãe gemendo e pedindo por remédios, enquanto a filha tenta acalmá-la.
 
Após muita cobrança, uma médica informou à família que a paciente seria internada, mas que ainda estavam "esperando o leito". A demora extrema e a postura dos profissionais geraram revolta. "Eles não fazem nada. Parece que sai de birra, entendeu? Não atende, discriminando ela, porque ela tá terrível [passando mal]. Desde cedo que eu tô aqui com a minha mãe, eu tô sem força já", declarou a mulher.
 
O Rondoniaovivo deixa o espaço aberto caso a Secretaria de Saúde ou a direção da unidade da UPA Sul queiram se manifestar oficialmente sobre a demora na regulação de leitos e o protocolo de atendimento adotado neste caso.
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