PRODUTOS DA FLORESTA: Amazônia gera R$ 14 mi em negócios e amplia oportunidades para biodiversidade

Resultados preliminares das rodadas foram anunciados nesta sexta-feira (14), durante o Conexões Produtivas, em Manaus. Iniciativa da ApexBrasil reuniu empresas da Amazônia e compradores internacionais de 11 países

PRODUTOS DA FLORESTA: Amazônia gera R$ 14 mi em negócios e amplia oportunidades para biodiversidade

Foto: Reprodução

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Em apenas dois dias de rodadas de negócios, a edição Amazônia do Exporta Mais Brasil gerou R$ 14 milhões em negociações entre empresas da região e compradores internacionais. Os resultados preliminares foram anunciados nesta sexta-feira (14), durante o Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia | Edição Manaus, realizado no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA).
 
 
Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Exporta Mais Brasil | Amazônia reuniu 13 compradores de 11 países em rodadas de negócios com empreendimentos da Amazônia Legal. Entre os produtos apresentados estavam açaí, café, castanha-do-brasil, frutas processadas, pescado amazônico e outras proteínas animais.
 
 
Um dos negócios fechados durante a iniciativa envolveu a venda de 15 toneladas de açaí liofilizado para uma empresa chinesa. O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que o resultado mostra também o potencial de agregar valor aos produtos da região.
 
 
"Já aconteceram R$ 14 milhões em negócios. Mais importante do que isso é eles poderem conhecer o produto, quem faz esse produto, de onde ele vem e que Amazônia é essa. Quando você vende um açaí liofilizado, é trazer recursos para cá, fazer as empresas crescerem, gerar emprego e desenvolvimento", afirmou.
 
 
Novos mercados para a Amazônia
 
 
Os resultados das rodadas foram apresentados durante o Conexões Produtivas, que reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e autoridades para discutir oportunidades de diversificação das exportações e de inserção das empresas amazônicas no mercado internacional.
 
 
A programação contou com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e da diretora de Negócios da Agência, Maria Paula Velloso.
 
 
A ApexBrasil identificou 242 oportunidades para produtos do Amazonas a partir do perfil produtivo e exportador do estado. O mercado europeu importa cerca de US$ 3 trilhões em produtos provenientes de fora do bloco, com potencial para segmentos como castanhas, açaí, cupuaçu, biojoias e artesanato, além de máquinas, equipamentos, pneus e peças.
 
 
A programação do Conexões também aprofundou essas oportunidades. Vincent Furlan, especialista do escritório da ApexBrasil em Bruxelas, e Lourdes Vignolo, da holandesa NH Superfoods, discutiram demandas e tendências do mercado europeu. Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, e Maira Pinto, chefe do escritório da Agência para o Norte, abordaram as oportunidades do Acordo Mercosul-União Europeia para a Amazônia Legal.
 
 
O encontro contou ainda com experiências de empresas brasileiras no mercado europeu e com a palestra da secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, sobre como transformar as oportunidades do acordo em negócios. Uallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, apresentou oportunidades e serviços disponíveis para a indústria no âmbito da Nova Indústria Brasil.
 
 
A diversificação de mercados também está no centro da estratégia apresentada nesta semana pela ApexBrasil, em São Paulo. O plano prevê atendimento a cerca de 5.300 empresas impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, com ações para aproximá-las de compradores internacionais e ampliar o acesso a mercados alternativos.
 
 
Mais valor para os produtos da biodiversidade
 
 
Além de ampliar os destinos das exportações, o debate em Manaus destacou a importância de agregar valor aos produtos da biodiversidade e fazer com que uma parcela maior da riqueza gerada pelas cadeias produtivas permaneça na região.
 
 
O ministro Márcio Elias Rosa destacou que a sustentabilidade se tornou um atributo importante para a competitividade no comércio internacional e representa uma oportunidade para a Amazônia."O mundo se pergunta, mais do que sobre o custo, onde se emite menos gases de efeito estufa, onde há maior sustentabilidade ambiental. O maior valor agregado passa a ser o respeito ao meio ambiente. E a Amazônia se apresenta para o mundo com um grande ativo para garantir essa sustentabilidade", afirmou.
 
 
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, reforçou a importância de combinar a inserção internacional da bioeconomia com processamento e industrialização no país. "Não queremos uma atividade em que o Brasil pegue esses recursos biológicos e simplesmente os exporte em matéria bruta. Ao contrário: processamento, industrialização e agregação de valor no nosso território, envolvendo a sociedade. Isso é fundamental", afirmou.
 
 
Para o diretor-geral do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), Márcio de Miranda Santos, a ampliação do acesso a mercados internacionais representa uma oportunidade para o desenvolvimento da bioeconomia na região. "A diretriz do nosso país de buscar, a partir de acordos como o do Mercosul com a União Europeia, novos mercados é talvez uma das maiores oportunidades de fazer a diferença para a bioeconomia na região", destacou.
 
 
A ApexBrasil também estuda, em parceria com o CBA, uma iniciativa para qualificar empresas e empreendimentos da sociobioeconomia amazônica, preparando-os para atender às exigências internacionais e aproveitar as oportunidades de novos mercados.
 
 
Diversificação de mercados
 
 
A diversificação de destinos é uma das estratégias da ApexBrasil para ampliar as oportunidades das empresas brasileiras no comércio internacional. A Agência atua na identificação de mercados, aproximação com compradores estrangeiros e qualificação de empresas, por meio de iniciativas como rodadas comerciais, missões e participação em feiras internacionais.
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