Conhecer as principais espécies peçonhentas ajuda a reduzir riscos e pode fazer diferença em um encontro inesperado
Foto: Reprodução da Internet
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O Brasil abriga uma das maiores diversidades de serpentes do mundo, com mais de 370 espécies catalogadas. Apesar da grande variedade, apenas cerca de 55 espécies são consideradas venenosas. Entre elas, um pequeno grupo é responsável pela maior parte dos acidentes ofídicos graves registrados no país.
Segundo especialistas, conhecer as principais espécies peçonhentas ajuda a reduzir riscos e pode fazer diferença em um encontro inesperado com uma cobra, especialmente em áreas rurais, agrícolas e de mata.
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A jararaca é a principal causadora de acidentes com serpentes no Brasil, respondendo por cerca de 70% dos casos registrados. É uma cobra comum em áreas agrícolas e regiões próximas às cidades.
Um dos sinais característicos é a cabeça triangular e a presença da fosseta loreal, um pequeno orifício localizado entre o olho e a narina. Essa estrutura é encontrada nas serpentes do gênero Bothrops e ajuda na identificação de cobras com veneno capaz de causar danos ao sangue e aos tecidos.
A picada pode provocar dor intensa, inchaço, sangramentos e complicações graves quando não há atendimento médico.

A cascavel possui uma característica única: o guizo na ponta da cauda, utilizado como mecanismo de alerta. O som funciona como um aviso para manter distância.
Ao ouvir o chocalho, a recomendação é afastar-se lentamente, evitando movimentos bruscos. O veneno da cascavel possui ação neurotóxica e também pode afetar o sistema sanguíneo, causando complicações importantes.
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A surucucu é considerada a maior serpente venenosa das Américas, podendo alcançar cerca de 3,5 metros de comprimento.
Ela vive principalmente em áreas de floresta densa e possui um padrão de escamas com desenhos escuros e amarelados, além de escamas fortemente quilhadas. Apesar do tamanho impressionante, encontros com essa espécie são menos frequentes por causa do seu habitat mais restrito.

A identificação da coral verdadeira exige cuidado. O principal sinal são os anéis completos que envolvem todo o corpo, geralmente nas cores vermelho, preto e amarelo ou branco.
Já algumas corais falsas apresentam padrões semelhantes, mas os anéis não formam um círculo completo ao redor do corpo. Mesmo assim, especialistas recomendam nunca tentar capturar ou manusear uma serpente desconhecida.
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A urutu é outra espécie de importância médica no Brasil. Seu principal diferencial é o desenho lateral em formato semelhante a uma ferradura, considerado uma característica marcante.
É encontrada principalmente em áreas abertas e regiões agrícolas do Sul e Sudeste do país.
Em caso de acidente com serpente, algumas atitudes são fundamentais:
Também é importante evitar práticas populares perigosas, como cortar o local da picada, tentar sugar o veneno ou aplicar torniquetes. Essas medidas podem piorar a lesão e dificultar o tratamento.
A principal orientação é simples: ao encontrar uma cobra, mantenha distância. A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar acidentes.
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