Conhecido como Ötzi, o Homem de Gelo, uma múmia de aproximadamente 5.300 anos encontrada nos Alpes entre a Itália e a Áustria, continua surpreendendo a ciência. Um novo estudo revelou que o corpo preserva um ecossistema de micróbios, incluindo fungos e bactérias que podem ter permanecido vivos por milênios.
Pesquisadores identificaram espécies adaptadas ao frio extremo que provavelmente colonizaram o corpo após sua morte e ficaram congeladas junto com a múmia. Algumas delas apresentam sinais de atividade biológica, indicando que podem continuar se multiplicando lentamente em pequenas áreas úmidas do cadáver.
Além de ajudar a compreender como os microrganismos sobrevivem por milhares de anos, a descoberta oferece pistas sobre o microbioma humano da Idade do Cobre. Os cientistas também alertam que esses organismos podem representar um desafio para a conservação futura de Ötzi, considerado um dos mais importantes achados arqueológicos do mundo.