Fenômeno ameaça safra, amplia secas e eleva risco de enchentes e secas no Brasil
Foto: Divulgação/Gov BR
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O fenôeno climático El Niño deve se consolidar no Brasil a partir de maio e tem 80% de chance de permanecer ativo até o fim de 2026, segundo dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). A previsão acende alerta para impactos extremos em diferentes regiões do país, com risco de enchentes no Sul, seca severa no Norte e Nordeste e ondas de calor intensas no Sudeste e Centro-Oeste. A previsão é que a região amazônica seja grandemente impactada com a seca.
Os efeitos climáticos devem pressionar diretamente o agronegócio brasileiro. No Matopiba — região que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — a redução das chuvas pode comprometer a produção agrícola. Já no Centro-Oeste, os chamados “veranicos”, períodos prolongados de estiagem em plena estação chuvosa, ameaçam culturas estratégicas como soja e milho.
Em Rondônia, a preocupação cresce tanto no campo quanto no setor energético. O estado pode sofrer impactos na produção agrícola devido à irregularidade das chuvas e ao aumento das temperaturas, afetando culturas importantes para a economia regional. Além disso, há temor sobre os reflexos do El Niño na geração de energia, já que Rondônia abriga três grandes e médias usinas hidrelétricas: a Usina de Santo Antônio, a Usina de Jirau, no Rio Madeira, e a Hidrelétrica de Samuel no rio Jamari, além de pequenas usinas hidrelétricas no interior do estado. A redução no volume dos rios durante períodos de seca prolongada pode afetar a capacidade de geração elétrica e aumentar a pressão sobre o sistema energético nacional.
Enquanto isso, o Sul do país pode enfrentar o cenário oposto. O excesso de chuva tende a dificultar a colheita, aumentar perdas no campo e favorecer a proliferação de doenças fúngicas nas lavouras. O impacto pode atingir desde pequenos produtores até grandes exportadores, afetando a oferta de alimentos e pressionando preços no mercado interno.
A avaliação é que o atual contexto de mudanças climáticas globais potencializa os efeitos do El Niño, tornando os eventos extremos mais frequentes e intensos. O resultado é um cenário de maior instabilidade climática, com reflexos na segurança alimentar, na infraestrutura urbana e no custo de vida da população.
Além dos prejuízos econômicos, estados brasileiros podem enfrentar aumento no consumo de energia elétrica, pressão sobre sistemas de abastecimento de água e agravamento de problemas de saúde relacionados ao calor extremo e à baixa umidade do ar.
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