A iniciativa partiu da Sugar Research Foundation, que bancou uma revisão de estudos publicada em 1967 na New England Journal of Medicine. O trabalho deu destaque às gorduras saturadas e ao colesterol como principais vilões do coração.
Ao mesmo tempo, evidências que associavam o consumo de açúcar a riscos cardiovasculares foram minimizadas ou excluídas da análise, segundo documentos internos revelados décadas depois.
Os registros indicam que os pesquisadores receberam o equivalente a cerca de 50 mil dólares atuais e que o financiamento não foi informado no artigo original, algo comum na época.
A reavaliação do caso foi publicada em 2016 na JAMA Internal Medicine, com base em cartas, contratos e relatórios da própria indústria.
O episódio é citado como um exemplo de como interesses comerciais podem influenciar agendas científicas e moldar recomendações de saúde pública por gerações.