As despesas com alimentação lideram o orçamento doméstico na maioria das capitais brasileiras, segundo a pesquisa Viver nas Cidades: Desigualdades. O levantamento revela que, para grande parte da população com acesso à internet, o custo para se alimentar é hoje o principal peso financeiro nas cidades analisadas.
O estudo aponta, porém, diferenças regionais importantes. Em Manaus, os gastos com transporte aparecem como o principal desafio para o orçamento familiar, enquanto em Belém a educação ocupa a maior fatia entre as despesas citadas pelos entrevistados. Os dados evidenciam como o custo de vida varia de acordo com a realidade urbana e a oferta de serviços em cada capital.
A pesquisa analisou a percepção da população sobre temas como renda, moradia e escolaridade, destacando desigualdades que impactam diretamente a qualidade de vida nas cidades. A predominância dos gastos com alimentação reforça o impacto da inflação dos alimentos e a dificuldade de manter o orçamento equilibrado, especialmente entre famílias de renda mais baixa.
O levantamento foi realizado em parceria entre o Programa Cidades Sustentáveis, a Ipsos-Ipec e a Fundação Grupo Volkswagen, com cofinanciamento da União Europeia. Ao todo, 3.500 pessoas foram entrevistadas de forma online.
Participaram do estudo moradores das capitais Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, oferecendo um panorama abrangente sobre como os brasileiros percebem o custo de viver nas grandes cidades e os desafios para tornar os centros urbanos mais justos e sustentáveis.