Machu Picchu, um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos do mundo, guarda um segredo pouco perceptível aos visitantes: a maior parte de sua estrutura não está à vista. Pesquisas conduzidas pelo engenheiro norte-americano Kenneth Wright indicam que cerca de 60% da antiga cidade inca foi construída abaixo do nível do solo, funcionando como um sofisticado sistema de sustentação e drenagem.
Segundo os estudos, os incas desenvolveram uma verdadeira engenharia subterrânea, composta por fundações profundas, camadas de pedras e cascalho para escoamento da água e uma rede de canais ocultos. Esse sistema permitiu que Machu Picchu resistisse por séculos às chuvas intensas da região andina, evitando deslizamentos e colapsos estruturais.
A parte visível da cidade templos, terraços agrícolas e construções de pedra representa apenas 40% do complexo, enquanto a estrutura invisível garante a estabilidade de todo o conjunto arquitetônico. Especialistas afirmam que, sem esse sistema subterrâneo avançado, Machu Picchu dificilmente teria sobrevivido por tanto tempo.
A descoberta reforça o alto nível de conhecimento técnico dos incas, que, mesmo sem ferramentas modernas, dominaram princípios de engenharia hidráulica e geotécnica, deixando um legado que ainda impressiona arquitetos e engenheiros contemporâneos.